BLACK WHITE - AV. PARIS, 634 - BONSUCESSO

A vida presta...
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Dante
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Fernanda 🔗 Anúncio 60 min 270 Beijo? Sim Gostou do beijo? Sim Oral sem capa? Sim Oral completo? Não sei Anal? Taxa extra? 👍 Positivo Repeteco? Não

Mensagem por Dante »

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Quando o táxi entrou na árida Rua Santos Mello, no bairro do Rocha, havia retenção no trânsito e quando lancei meus olhos meditativos pela janela do automóvel, uma criança de rua, sem camisa, sentada num canto sombrio de uma mureta, me encarou com olhos tristes e vazios. Naquele momento me subiu um mal-estar inesperado, que quase me fez desistir de continuar o trajeto até a Black White. São muitos universos, muitas vidas paralelas, eu via as janelas acesas dos prédios e imaginava que cada ponto de luz refletido é uma história, um drama, talvez uma felicidade. Não queria que os meus pensamentos se enveredassem pela morbidez do mundo, espanei o baixo astral e prossegui na missão.

Quinta-feira, noite quente, vapores emergiam do asfalto. O motorista emborcou pela paisagem concreta a estéril Avenida Brasil, pegou a Linha Amarela, alcançou o bairro proletário de Bonsucesso e lá estava eu, pisando com as minhas botas sobre as calçadas da Avenida Paris, que de Paris não tem nada. Na hora em que desembarco do táxi, sinto uma fisgada na perna, uma cãibra (coisas de velho), precisei de alguns minutos para me recuperar da dor, mais um sinal de que não sair de casa poderia ter sido melhor. Entrei na boate, vinte reais o ingresso, sendo dez reais para consumo. A pista estava vazia, poucos clientes, mais mulheres do que clientes. Logo fui abordado por uma falsa magra gostosa, dispensei; outra morena que trabalhou na 502 me abordou, dispensei. Pedi umas cervejas, curti a música e nada do movimento melhorar. Estranhei, pois sendo ainda o décimo dia do mês a coisa deveria estar melhor.

De repente, porque tudo o que acontece na vida noturna é um de repente, uma mulata escultural e de bonezinho na cabeça entra em cena, a cada passo ela deixava pigar gotas de sensualidade pelo chão, tive a sensação de que até os meus pentelhos arrepiaram quando a vi adentrando pelo salão. Imediatamente, me coloquei em posição de alerta. Eu desejei aquela mulata, eu queria aquela mulata, eu teria aquela mulata, fiquei repetindo o mantra enquanto tentava acenar para que ela se sentasse ao meu lado. Finalmente, ela percebeu os meus acenos e se aproximou.

— Oiii! Posso te fazer companhia? — ela pergunta festiva, talvez por intuir que eu seria a salvação da lavoura daquela noite.

— Pode sim. Qual o seu nome? — emendei.

— Fernanda e o seu?

— Dante. Me chamo Dante.


Fiz a entrevista básica para saber se beijava na boca, se fazia anal, estilo do boquete e a garota foi aprovada. Pedi uma alcova.
A suíte da BW custa 250 reais, mas está em um estado apenas funcional, pelo preço que pedem poderia ter uma aparência melhor. Tomo meu banho em uma água escaldante, devo ter saído do chuveiro com a pele em estado de cozimento, pronta para ser temperada com Caldo de Galinha Maggi. Fernanda retorna nua e o meu coração quase saltou até a Penha. Acredite, forista sem fé, a menina tem um par de seios que você só vê em ensaios da Playboy, com a vantagem de não ter sofrido photoshop. Sem exagero, acho que escorreu um filete de baba pelo canto da minha boca quando contemplei aqueles peitos. Corpo irretocável, bunda empinada, barriguinha zero, coxas grossas. Fernanda é a maquete da alegria.

Começamos com beijos gulosos, mamei os peitos da garota como um bebê desesperado em busca de alimento, em nenhum momento ela me interrompeu, enquanto eu lambia seus biquinhos, ela acariciava a minha cabeça. Pedi que fizesse um boquete, ela fez com a competência do padrão termas, chupei sua sagrada vagina, mas a menina não gemeu, somente se contorcia e apertava os próprios melões. Botei de quatro, me ajoelhei em sinal de respeito ao templo em que eu iria penetrar e iniciei as estocadas. Não demorei para gozar, porque velho ou goza rápido demais ou não goza, a terceira idade é triste.

Papeamos um pouco e nos despedimos com mais beijos. Paguei a conta, chamei um táxi e os pneus cansados dos mistérios contidos no negrume do asfalto me conduziram de volta à bucólica Tijuca.
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Dante, PRELUDIO e Madruguinha curtiram esse relato.
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