O vendaval que passou essa semana pela cidade deixou minha rua quase 3 dias sem energia, meu carregador portátil não durou a bateria e já tava sem poder carregar meu celular, na sexta-feira já tava entediado e não queria passar uma noite de sexta em casa sem luz. Assim, durante a tarde tive a ideia de ir para biblioteca do CCBB, pois poderia carregar o powerbank enquanto lia algo, e a noite poder andar pelo Centro.
Fiquei na biblioteca, deixei o aparelho carregando enquanto lia alguns livros, demorou tanto pra carregar que li inteira a versão em quadrinhos de "Crime e Castigo" de Fiódor Dostoiévski. Ao sair de lá pra rua a noite não cometi nenhuma crime, e de semelhante a obra russa, só a decadente noite do Centro e frio que tava, frio que só percebi com tantas pessoas de casacos, já que sou calorento e ainda estava com um "fogo".
Andando nas ruas via alguns barzinhos bombando com várias civis, fiquei paquerando as poucas civis bonitas que tinham por ali. Então, consumido pelo tesão, resolvi fazer uma tour pelos trashs do Centro. assim caminhei rápido pra 210 ali perto. Subindo vi que tava bem cheio, assim que subi, meus olhos foram direto em uma morena com corpo escultural siliconada com cintura fina, e ela sorriu pra mim, ao abordá-la disse se chamar Priscila, ela me pergunta: "Quer foder gostoso comigo?", mas falei que ia dar uma volta em outras casas e que talvez eu volte.
Atravessei a Presidente Vargas e fui na Boate 119, mas não vi nada do meu interesse, até tinha umas magrinhas novinhas que estavam acompanhadas, mas não tava afim de magrinhas, queria uma corpulenta pra apertar. Parti pra R. Olavo Bilaç, as mulheres já estavam ali do lado de fora sem roupa, sem menor pudor. Uma morena siliconada na porta do Club15 já me chamou: "vem namorar amor", mas fui direto pro Club13. Chegando no 13, cheguei na hora boa, tava naquele palco de pole dance uma pretinha novinha toda nua dançando, ela é bem novinha e magra com peitinhos bonitos que cabem na boca, parecia a Tais Araújo na época que interpretou a "Xica da Silva". Depois subiu uma outra pretinha que parece uma índia dançando nua junto com ela(e nesse momento o DJ da casa botou um funk que o refrão é uma voz grave repetindo "Índio com cu, Índio come xota). As outras moças da casa também pareciam tá ligadas no 220V dançando loucamente. Enquanto aquilo rolava, na parede ao fundo uma moça parecia tá masturbando outra. O DJ da casa anunciava que era festa de aniversário de uma das meninas. E depois outra moça derramava uma garrafa na boca das outras garotas da casa. O plantel do 13 é bom de novinhas, e todas elas bem elétricas, não sei o que elas tomaram. Porém mesmo assim não achei o que queria, então parti de volta pra 210.
Retornando a 210, sentei pra mexer no celular, enquanto uma parda bem linda de rosto e com longas tranças douradas me aborda, se apresentou como Natasha e perguntou se queria companhia, mais um pouco me apaixono, mas recusei. Então me aproximo da Priscila e falo que rodei por mais 3 casas e não encontrei nenhuma melhor que ela. Já combino o programa e ela me leva pro quarto, que era um quarto grande com cama de casal, e não cabine.
Ela tira a roupa rápido, e já começa a me punhetar, enquanto abocanho com fome aqueles peitos siliconados e pontudos. Logo ela ela já veste meu pau e começa me mamar(bom que eu tava usando a camisinha Skyn que é bem fina), e depois começo metendo nela por cima. Alternava entre papai mamãe, e posição onde eu possa visualizar e apertar aqueles peitos. Depois ela pergunta se eu queria comer ela de quatro, e começo meter apertando aquela bunda durinha e redonda, ela ainda rebola no meu pau. Como percebi que o tempo tava acabando pedi pra voltar por cima pra eu gozar, comi mais ela por cima de forma tão forte que eu já tava suando pacas numa noite fria, mas parecia que eu tava longe de gozar(até porque tinha me masturbado na noite anterior, sabia que ia demorar). Pedi então pra ela me punhetar enquanto eu mamava aqueles peitos, me deitei e ela me punhetava forte enquanto a chupava, nem aguentei muito e gozei. Ela se despede e sai rápido da sala falando que eu poderia me arrumar com calma. A casa não oferece papel pra limpar, bom que levei meu lenço. Depois que ela saiu, do lado de fora um funcionário responsável de arrumar os quartos me alerta: "eh chefia, esqueci nada teu aí não paizão!". Saio do quarto e no salão vejo uma branca peituda bem bonita de rosto e corpo(que infelizmente esqueci o nome), na próxima vez que voltar ali vou querer ela.
Desço aquelas escadas com cuidado pois tava cansado depois da foda intensa e caminho pra casa, pensando na ótima noite de 6ª que tive depois de uma semana de vendaval e tédio.
CLUBE 210 — R URUGUAIANA, 210 - CENTRO
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CLUBE 210 — R URUGUAIANA, 210 - CENTRO
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RUA URUGUAIANA, 210 - Centro
BREVE INTRODUÇÃO
Antes de terminar no puteiro, eu havia marcado com uma mulher do Tinder chamada Gaia. Nome de deusa da fertilidade. Achei poético. No perfil, só mostrava o rosto, que era bonito. Mas qualquer homem com mais de 40 já deveria saber que só rosto no Tinder é armadilha. É o equivalente moderno a "assine aqui sem ler o contrato".
Ela pediu para nos encontrarmos em São Gonçalo, o que já deveria ter me alertado sobre o fim trágico que me aguardava. São Gonçalo, para mim, é como a Sibéria do afeto. Um purgatório geográfico aonde a libido vai para morrer. Sim, deu tudo errado como os sinais demonstraram que daria. Mas essa história conto depois. Terminei pegando um táxi para o Centro do Rio.
O RELATO
Às vezes, eu saio pela noite como quem foge de si mesmo, como quem entra numa biblioteca velha e procura abrigo entre páginas empoeiradas. Já fiz muito isso — me esconder entre palavras. Mas há noites em que não quero metáforas, quero carne. E naquela noite, fui atrás das pernas de uma mulher. Pernas que prometiam o esquecimento que nenhum livro jamais me deu.
Bate às vezes uma nostalgia amarga dos tempos em que eu podia atravessar a Rio Branco inteira, da Cinelândia à Praça Mauá, nas entranhas da madrugada, sem medo de ser encurralado por uma quadrilha de pivetes armados e fora de controle querendo o meu celular. A cidade era suja, mas tinha regras. Hoje, é só caos com sinal de Wi-Fi.
Por que diabos ainda me arrasto pela noite feito um detetive cansado, farejando uma trama que já nasceu sem desfecho? Não sei. Talvez porque exista em mim uma vocação silenciosa para o desastre. Uma vontade mórbida de me perder — ou de me encontrar sangrando na calçada.
A libido ainda me move — maldita seja. Mas aprendi, tarde demais, que ela é uma mulher desgraçada, dessas que fumam e mentem com os olhos. Não leva a gente para lugar nenhum além do abismo. E aqui estou eu, na borda, encarando o precipício enquanto ela tenta me empurrar com um sorriso nos lábios. Vamos ver quem desiste primeiro: ela, ou eu.
A 210 é aquele bordel encalacrado na Rua Uruguaiana, com seu toldo verde desbotado balançando como um suspiro cansado e um letreiro de neon que já desistiu de brilhar. Um sobrado antigo, de escada longa e passos pesados. Dizem por aí que o Inferno fica no subsolo — mentira. O verdadeiro Inferno está logo ali, flutuando sobre a calçada, no segundo andar do número 210. E ele atende até tarde da noite.
A boate não estava cheia, mas transbordava tensão. Homens e mulheres bebiam como se quisessem esquecer o próprio nome e fumavam sem piedade, transformando o ar num aviso de asfixia. A 210 tem o cheiro de cova rasa no Cemitério do Caju — e não faz esforço nenhum para esconder as pequenas mortes que acontecem ali, hora após hora, nas alcovas úmidas e desleixadas. Sim, nobre Forista, o orgasmo é a antessala da morte. A gente morre e renasce a cada gozo, até que o coração, esse tolo insistente, resolva parar de bater.
De repente, ela atravessou a pista — nua, crua, impiedosa. Uma Eva pós-apocalíptica, já envenenada, já expulsa, e sem nenhum arrependimento. Caminhava como se a boate fosse dela. Sem pudor, sem pressa, sem medo de estupro ou julgamento. Um corpo esculpido pela liberdade. Poderia ser uma hippie em um delírio dos anos 70, mas não — era só mais uma puta alucinada, desfilando sua ruína como quem oferece arte.
Segurei-a pelo braço e perguntei o nome.
— Joyce, amor... Vamos fazer um sexo? — disse com a voz rouca de quem já havia feito repetidas vezes ato para o qual me convidava.
A proposta era vulgar, quase um repelente, mas o corpo de Joyce era outro papo — um pedaço suculento de queijo francês numa ratoeira velha, esperando o primeiro rato faminto que passasse distraído. E eu, claro, já roía de fome.
Fui até o balcão do bar segurando Joyce pela mão, e pedi uma alcova. Ela me guiou por um corredor úmido até uma câmara escura, como um condenado conduzido com carinho ao cadafalso, onde uma cama com colchão preto parecia ter visto mais gemidos do que um confessionário. Mais um passo na penumbra e eu teria que transar em braile.
No começo, ela se esquivou dos meus toques — como se minha mão fosse mercadoria vencida. Disse que queria me chupar. Insistiu, quase como um vício, que o boquete seria bom, que eu ia gostar.
Eu, já cansado de negociar afeto com a língua, desisti da minha vontade e entreguei meu pênis combalido como quem entrega uma arma sem munição. E ela o tomou nos lábios com a curiosidade de uma virgem provando um picolé pela primeira vez. Mas não se engane, afeiçoado Forista... aquilo não era inocência. Era a exímia habilidade. Que chupada. Que boquete. Quase me senti jovem — por dez segundos inteiros.
O carcomido Pikachu, até então tão morto quanto minhas esperanças em um afeto duradouro, lançou-se ao ar como um foguete aposentado que a NASA decidiu dar mais uma chance. Saiu da letargia molenga de um caramujo deprimido para assumir, por milagre ou teimosia, a altivez de um pau intergaláctico. Por um instante, meu membro parecia querer salvar o universo — ou ao menos justificar o meu ingresso naquela alcova escura da Uruguaiana.
Não sei dizer qual técnica Joyce usava — se é que havia alguma além do instinto homicida dos lábios —, só sei que em pouco mais de trinta segundos ela arrancou de mim uma ejaculação precoce com a precisão de um cirurgião do Copa D'Or. Meus espermatozoides saltaram em pânico da uretra para a escuridão, como soldados desorientados numa emboscada. O destino deles foi trágico e sem glória: engolidos por uma onda morna de saliva e tragados garganta adentro por aquela sacerdotisa do gozo.
Enfim, nos despedimos. Sem promessas, sem poesia — apenas o silêncio suado do que já se consumiu. Ganhei as ruas e segui pela Presidente Vargas como um detetive derrotado, não por falta de pistas, mas por ter entendido que certos mistérios são melhores quando continuam insolúveis. Porque é isso, no fim das contas — a vida só vale a pena quando os seus segredos nos escapam pelos dedos.
CACHÊ: R$ 180,00
BREVE INTRODUÇÃO
Antes de terminar no puteiro, eu havia marcado com uma mulher do Tinder chamada Gaia. Nome de deusa da fertilidade. Achei poético. No perfil, só mostrava o rosto, que era bonito. Mas qualquer homem com mais de 40 já deveria saber que só rosto no Tinder é armadilha. É o equivalente moderno a "assine aqui sem ler o contrato".
Ela pediu para nos encontrarmos em São Gonçalo, o que já deveria ter me alertado sobre o fim trágico que me aguardava. São Gonçalo, para mim, é como a Sibéria do afeto. Um purgatório geográfico aonde a libido vai para morrer. Sim, deu tudo errado como os sinais demonstraram que daria. Mas essa história conto depois. Terminei pegando um táxi para o Centro do Rio.
O RELATO
Às vezes, eu saio pela noite como quem foge de si mesmo, como quem entra numa biblioteca velha e procura abrigo entre páginas empoeiradas. Já fiz muito isso — me esconder entre palavras. Mas há noites em que não quero metáforas, quero carne. E naquela noite, fui atrás das pernas de uma mulher. Pernas que prometiam o esquecimento que nenhum livro jamais me deu.
Bate às vezes uma nostalgia amarga dos tempos em que eu podia atravessar a Rio Branco inteira, da Cinelândia à Praça Mauá, nas entranhas da madrugada, sem medo de ser encurralado por uma quadrilha de pivetes armados e fora de controle querendo o meu celular. A cidade era suja, mas tinha regras. Hoje, é só caos com sinal de Wi-Fi.
Por que diabos ainda me arrasto pela noite feito um detetive cansado, farejando uma trama que já nasceu sem desfecho? Não sei. Talvez porque exista em mim uma vocação silenciosa para o desastre. Uma vontade mórbida de me perder — ou de me encontrar sangrando na calçada.
A libido ainda me move — maldita seja. Mas aprendi, tarde demais, que ela é uma mulher desgraçada, dessas que fumam e mentem com os olhos. Não leva a gente para lugar nenhum além do abismo. E aqui estou eu, na borda, encarando o precipício enquanto ela tenta me empurrar com um sorriso nos lábios. Vamos ver quem desiste primeiro: ela, ou eu.
A 210 é aquele bordel encalacrado na Rua Uruguaiana, com seu toldo verde desbotado balançando como um suspiro cansado e um letreiro de neon que já desistiu de brilhar. Um sobrado antigo, de escada longa e passos pesados. Dizem por aí que o Inferno fica no subsolo — mentira. O verdadeiro Inferno está logo ali, flutuando sobre a calçada, no segundo andar do número 210. E ele atende até tarde da noite.
A boate não estava cheia, mas transbordava tensão. Homens e mulheres bebiam como se quisessem esquecer o próprio nome e fumavam sem piedade, transformando o ar num aviso de asfixia. A 210 tem o cheiro de cova rasa no Cemitério do Caju — e não faz esforço nenhum para esconder as pequenas mortes que acontecem ali, hora após hora, nas alcovas úmidas e desleixadas. Sim, nobre Forista, o orgasmo é a antessala da morte. A gente morre e renasce a cada gozo, até que o coração, esse tolo insistente, resolva parar de bater.
De repente, ela atravessou a pista — nua, crua, impiedosa. Uma Eva pós-apocalíptica, já envenenada, já expulsa, e sem nenhum arrependimento. Caminhava como se a boate fosse dela. Sem pudor, sem pressa, sem medo de estupro ou julgamento. Um corpo esculpido pela liberdade. Poderia ser uma hippie em um delírio dos anos 70, mas não — era só mais uma puta alucinada, desfilando sua ruína como quem oferece arte.
Segurei-a pelo braço e perguntei o nome.
— Joyce, amor... Vamos fazer um sexo? — disse com a voz rouca de quem já havia feito repetidas vezes ato para o qual me convidava.
A proposta era vulgar, quase um repelente, mas o corpo de Joyce era outro papo — um pedaço suculento de queijo francês numa ratoeira velha, esperando o primeiro rato faminto que passasse distraído. E eu, claro, já roía de fome.
Fui até o balcão do bar segurando Joyce pela mão, e pedi uma alcova. Ela me guiou por um corredor úmido até uma câmara escura, como um condenado conduzido com carinho ao cadafalso, onde uma cama com colchão preto parecia ter visto mais gemidos do que um confessionário. Mais um passo na penumbra e eu teria que transar em braile.
No começo, ela se esquivou dos meus toques — como se minha mão fosse mercadoria vencida. Disse que queria me chupar. Insistiu, quase como um vício, que o boquete seria bom, que eu ia gostar.
Eu, já cansado de negociar afeto com a língua, desisti da minha vontade e entreguei meu pênis combalido como quem entrega uma arma sem munição. E ela o tomou nos lábios com a curiosidade de uma virgem provando um picolé pela primeira vez. Mas não se engane, afeiçoado Forista... aquilo não era inocência. Era a exímia habilidade. Que chupada. Que boquete. Quase me senti jovem — por dez segundos inteiros.
O carcomido Pikachu, até então tão morto quanto minhas esperanças em um afeto duradouro, lançou-se ao ar como um foguete aposentado que a NASA decidiu dar mais uma chance. Saiu da letargia molenga de um caramujo deprimido para assumir, por milagre ou teimosia, a altivez de um pau intergaláctico. Por um instante, meu membro parecia querer salvar o universo — ou ao menos justificar o meu ingresso naquela alcova escura da Uruguaiana.
Não sei dizer qual técnica Joyce usava — se é que havia alguma além do instinto homicida dos lábios —, só sei que em pouco mais de trinta segundos ela arrancou de mim uma ejaculação precoce com a precisão de um cirurgião do Copa D'Or. Meus espermatozoides saltaram em pânico da uretra para a escuridão, como soldados desorientados numa emboscada. O destino deles foi trágico e sem glória: engolidos por uma onda morna de saliva e tragados garganta adentro por aquela sacerdotisa do gozo.
Enfim, nos despedimos. Sem promessas, sem poesia — apenas o silêncio suado do que já se consumiu. Ganhei as ruas e segui pela Presidente Vargas como um detetive derrotado, não por falta de pistas, mas por ter entendido que certos mistérios são melhores quando continuam insolúveis. Porque é isso, no fim das contas — a vida só vale a pena quando os seus segredos nos escapam pelos dedos.
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