PONTO DE RUA: AV. FRANCISCO EUGÊNIO - SÃO CRISTÓVÃO

A rua é o mundo...
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Dante
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Registrado em: Dom Jul 05, 2026 1:05 pm

Vania

Mensagem por Dante »

Uma vida feliz é impossível. O máximo que se pode ter é uma vida heróica.

— Arthur Schopenhauer



A insônia é um tipo de maldição, a minha é acompanhada de surtos de ansiedade que me obrigam a sair de casa, muitas vezes em horário impróprio. Quando isso ocorre na alta madrugada, não tenho opções, sou levado a me aventurar nos poucos guetos onde a vida pulsa sob o céu noturno. Visto minha roupa (sempre em tons escuros), calço as botas importadas da minha terra natal (Rio Grande do Sul), pego a chave do carro e desço para a garagem. Como muitos idosos, sinto sono após o sexo, o ato sexual é um antídoto que traz serenidade e me ajuda a dormir.

Entro no Sucatão, giro a chave, ligo o rádio e acelero para ganhar o asfalto. Das caixas de som emerge a batida de Tears for Fears — Shout.

SHOUT

As ruas da Tijuca estavam desertas, o relógio ameaçava marcar duas horas da madruga, os pneus giravam em direção ao desconhecido. Meu corpo e a minha mente estavam eletrizados pela música. Serotonina, dopamina, adrenalina, meu sangue circulava como um coquetel químico me conduzindo ao êxtase espiritual. A cabeça balançava ao ritmo da balada. Entre a Lapa e a Rua Ceará, segui para a Rua Ceará, onde me pareceu mais fácil a possibilidade de encontrar o gozo quente na madrugada fria.

Estaciono. Preferi evitar a Vila Mimosa, meu objetivo seria fazer uma ronda a pé pela Avenida Francisco Eugênio. Ao começar a caminhar pela Rua Ceará, cruzei com uma morena de top curto e calça de ginástica, exibindo um corpo além do escultural, era desorientador. Ela me encarou, passou por mim, olhei para trás e a bunda da menina parecia ter saído de algum estúdio de esculturas. Perfeita, irretocável. Voltei os calcanhares e fui segui-la. Ela se virou, me viu, parou e ficou me olhando. Sem saída, me aproximei.

— Boa noite. Eu ia chamar você para beber alguma coisa comigo. Pode ser? — Não raciocinei antes de falar, joguei o que me veio à boca.

— Be... Be... Be... Beber onde? — ela me responde.

A mulher era gaga, já conheci uma fanha no extinto bordel O Paraíso da Panteras, mas nunca tinha esbarrado com uma mulher gaga em toda a minha vida.

— Você está indo aonde? — continuei.

— Pra Vi... Vi... Vila.

— Não quer sair comigo para um motel. Pode ser aqui por perto mesmo. A gente acerta o valor do presente.

— Duzentos — não titubeou.

— E o que você não faz?

— O que eu nã... nã... nã... não faço? Não tem isso. Faço tudo, ué...

Apontei o Sucatão e perguntei se ela poderia ir ao Motel Xanadu comigo. Aceitou. Entramos na viatura, acionei o motor e partirmos.

— Qual seu nome? — perguntei.

— Vânia e o... o... o... seu?

— Dante, me chamo Dante.

Liguei o CD Player e a batida de Evanescence com Bring Me To Life inundou a cabine do carro.


EVANESCENCE


— Nã... nã... nã... não tem um pagode, não? — pergunta Vânia.

Imaginei que estava arrasando com aquele som pesado, mas levo essa rasteira da moça.

— Detesto pagode — respondo.

Vânia silencia e acelero um pouco mais para alcançar o Motel rápido.

Dentro do quarto, a menina vai para o banheiro e me livro dos meus trajes. Vânia retorna nua e um filete de saliva me vazou pelo canto dos lábios. A mulher tem um corpo exuberante. Seios pequenos como peras, com bicos rosados apontados para o alto, pernas grossas e com definições de marombeira, barriguinha chapada, cinturinha fina, pés pequenos, altura em torno de 1,70m. Tirei a sorte grande — pensei.

Parti para o beijo, Vânia beija de verdade, língua com língua, boca que se entrega. Lambi seu pescoço, ela se arrepiou e me disse que peguei seu ponto fraco. Deitamos na cama, enroscamos os corpos, nos esfregamos, desci para a sua boceta e mergulhei numa chupada eufórica. Acredite, forista sem fé, a garota não gemia, gritava, gritava alto, gritava muito. Fiquei preocupado que alguém pudesse supor que eu a estava espancando ou algo semelhante. Parei de chupar, mas ela ainda deu uns quatro gritos altíssimos dizendo que estava gozando.

— Abaixa um pouco o volume — tentei pedir com bom humor.

— AHHHHHHHHH, AAAAAHHHHHHHH, AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHH

Eu estava quase a ponto de saltar pela janela antes que a polícia batesse na porta, mas a menina se acalmou e ficou jogada muda na cama como um cadáver. Fiquei com receio de tocá-la e os berros voltarem. Deitei do seu lado, cheguei perto e fui sentir se ainda respirava. Estava viva. Dei um tempo e quando vi que havia se reanimado, perguntei se podia me fazer um boquete. Ela ficou de quatro, se empinou e abocanhou de uma só vez Pikachu, o breve.

— Hummm... HUUUMmmm... HUUUUMMMM...

Vânia gemia enquanto chupava e o gemido também ia ganhando mais volume. Ela continuou me chupando e ao mesmo tempo iniciou uma siririca. A vibração do gemido no meu pau causava uma sensação boa, diferente. Vânia se mostrava muito excitada, remexia a bunda, eu conseguia vê-la pelo espelho. Excitação máxima. Gozei e ela aparou toda a minha árvore genealógica desperdiçada.

Conversamos um pouco, mas não me estendo muito no diálogo porque a gagueira me irritava. Vânia é de Minas e está morando no Rio provisoriamente; afirmou que é nova no ramo, que está “aprendendo” e quer ficar “mais safada”. Tentei pegar o contato, mas alegou que está sem chipe. Paguei e a devolvi para a Rua Ceará.

Dirigi de volta à bucólica Tijuca, um torpor no corpo, o sono me tomou num bocejo. Entrei em casa, dormi e não sonhei. 😉
Perdeu, mané...
Arquiteto, Madruguinha e Digboy curtiram esse relato.
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