[PRIVÊ] DARK ROOM - PÇ OLAVO BILAC, 28 - CENTRO

Coloque aqui seus relatos antigos, de musas que encerraram carreira, mas marcaram a memória de quem as conheceu...
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Dante
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Mensagem por Dante »

Tarde de sexta-feira sentado em um bar no Beco dos Barbeiros, no Centro. Eu comentava com os meus confrades antediluvianos dos antigos fóruns que ficava feliz ao ver que determinadas expressões criadas por mim se popularizavam com força midiática em outro fórum, como é o caso de uma certa agremiação que batizei. Nem mesmo eu fui capaz de prever a tamanha repercussão quando fiz a brincadeira, mas hoje recebo até MPs de pessoas que se divertem com isso e outras que são curiosas. Show. Mérito para os mancebos desse guloso Clube Gastronômico.

O mesmo grupo que se embriagou comigo no Beco dos Barbeiros, me arrastou para a Dark Room, ali na área da República das Flores. O Centro estava tumultuado com uma guerra entre camelôs e policiais que ocorria no entorno da Rua Uruguaiana, a tal luta injusta que faz justa a vida. Entramos no edifício e nos alienamos do caos.

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Identificação na portaria, embarcamos no elevador até o último andar, subimos um lance de escada e adentramos nas dependências do privê. A minha primeira impressão foi de que a Dark Room é pequena, um pouco apertada, talvez amontoada. Bem recebidos, fomos encaminhados para a famosa área panorâmica que me lembrou uma festa da laje. A vista é realmente sedutora e romântica para um personagem como este geminiano gaúcho que aqui escreve. Tirei algumas fotos.

Copo na mão, álcool deslizando pela garganta em um contínuo interminável, papos fluindo, tudo seguia a rotina libertina. De repente, entra na cobertura uma morena dourada que não pode ser definida com nada menos do que espetacular. Seu nome? Pantera.

Um filé mignon. Que corpo. Que rosto. Que sorriso. Que seios. Que bunda. Perfeição. Ela nos cumprimentou rapidamente e sumiu da mesma forma que apareceu. Quando ressurgiu, fiz a abordagem, mas ela estava aguardando a chegada de um cliente. Frustrei-me.

Pantera ressurge após alguns minutos, faço nova abordagem, o cliente que ela aguardava desmarcou. Imediatamente, peço uma alcova. Sou conduzido a um quarto com cama de casal, a menina me traz uma toalha e pede que eu aguarde o banheiro desocupar. Sem problemas. Pantera é doce e muito educada.

O banheiro demorou a desocupar, cheguei pensar que algum membro da referida agremiação estivesse preso no banheiro, se aliviando de uma dor de barriga causada por overdose de açúcar. Pantera finalmente me libera para o banho.

Volto ao quarto e ela me recebe emoldurada pelo seu microscópico biquini vermelho. Ela deixa cair as peças e exibe orgulhosa o seu corpo moreno e impecável. Seios pequenos e durinhos enfeitados por piercings nos biquinhos rosados, uma bunda que se fosse mais empinada bateria no teto, coxas grossas, cabelos lisos, barriguinha zero.

Avancei para os beijos e fui correspondido. Pantera se deita e mamo seus peitos suculentos por uns 20 minutos, uma delícia. Desço para a sua vagina, ela fecha os olhos, geme e aperta a minha cabeça entre as pernas, mas não goza. Ela inverte a posição e me mostra o talento do seu boquete. Bom, muito bom.

Mamado de pinga, o meu Pikachu — o breve — esqueceu que era um pênis e em uma súbita amnésia alcóolica imaginou-se uma Maria-Mole no dia de São Cosme e Damião. Situação difícil para este velho escriba. Aprendam, jovens, na terceira idade o pênis decreta a própria independência e só nos privilegia com a ereção quando bem entende, torna-se a parte mais egoísta e temperamental da anatomia masculina.

Pantera percebeu a revolta inerte de Pikachu e investiu em uma punheta acompanhada de beijos de língua em minha boca. Funcionou. Ejaculei alguns capítulos da Odisseia em sua mão.

Despedidas, pagamento e reencontro com os antediluvianos, que agora me arrastariam para o Clube 502. O céu escurecia e eu ainda não poderia prever que a noite seria longa... Emparelhei o aparelho auditivo com o celular e deixei que a música batendo nos meus tímpanos me revitalizasse... Dancinha

MELO DA ASA
Perdeu, mané...
Dante, Guerra Miraglia e Madruguinha curtiram essa mensagem.
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Dante
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Mensagem por Dante »

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Uma bunda, quando alcança a perfeição esférica e estética em uma dimensão insuperável, ganha personalidade própria, ofusca qualquer um dos outros belos atributos femininos, escraviza o nosso olhar, monopoliza o nosso desejo. Uma bunda obcecante é capaz de estampar capas de revistas e tomar de assalto a paisagem urbana como se fosse uma guerrilheira revolucionária. Essa bunda incomparável nos faz querer gritar como um Michelangelo febril: “Parla, culo!”.

Não, não gritei. Tive medo de que a bunda realmente me respondesse.
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A tarde começava a ganhar os primeiros tons noturnos, as luzes de vapor de mercúrio acendiam-se na mágica da automação, meus butes estalavam contra o calçamento estilhaçado da Avenida Presidente Vargas. Em pensar que o FLorista de Sapatilha flutua, levita imbuído da doçura do chantilly sobre as mazelas urbanas.

Para me alienar do barulho do trânsito, do tagarelar desgovernado daquele tsunami de gente ao redor, emparelhei o meu aparelho auditivo com o celular e permiti que a batida aleatória inundasse os meus tímpanos. A vida sem música é como uma mulher amputada.

PSYCHO KILLER

Sim, me chamo Dante, mas não temam a minha verve, relevem a minha ironia temperada com deboche, não se surpreendam quando, dos meus tantos parágrafos, restarem somente duas míseras linhas para descrever alguma marafona, às vezes é mais do que ela merece. Não escrevo memorandos, nem cardápios, nem TCC. Escrevo sobre sexo, mas também sobre o que o precede e o sucede. A vida precisa ser maior do que o ressentimento do mal-humorado.

Fiz o agendamento na Dark Room. Para quem desconhece a minha melhor virtude, sou pontualíssimo como um britânico exilado nestes trópicos de manadas obtusas. Entrei no prédio, me identifiquei, embarquei num daqueles elevadores a jato, desci no último andar, subi dois lances de escadas e finalmente alcancei a porta com a inscrição “Cobertura 06” — ótimo título para um livro.

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Na recepção, me pedem para aguardar. Alguns segundos depois surge a Pantera, totalmente nua, exibindo as suas curvas despudoradas para todos os olhos famintos que se amontoavam em torno da recepcionista. Encostei a minha bunda na parede com receio de algum surto psicótico dos clientes ansiosos que estavam no local. Sou resgatado e conduzido à cabine que, como já citei, é funcional, com cama de casal plastificada, divisória até o teto e música ambiente (em volume alto).

Pantera me avisa que irá tomar um banho, eu aguardo. Quem supõe que ela voltou vestida, engana-se. Nua em pelo, ela se aproxima e me beija de língua. Beijo excitante, macio e profundo ao mesmo tempo. Ela se deita e vou para cima, nos atracamos, nos esfregamos, nos apertamos. Chupo seus peitinhos em formato de pera, durinhos, apetitosos. Com os dentes, puxo de leve os piercings que enfeitam os biquinhos.

Pantera fecha os olhos, sente prazer. Saco o meu aparelhinho de eletrochoque e o coloco sobre o clitóris. Estranho... com ela não fez muito efeito. Voltamos a nos beijar, então a menina prepara o caminho, vem por cima do meu pênis senil, o introduz em sua vagina abrasadora, tão quente que faz o meu precioso Pikachu — o breve — sentir-se como linguiça de churrasco.

Pantera se move, rebola, esfrega, quica. Eu fico ali, contemplando aquele corpaço, naquela posição preferida por 9 entre 10 idosos sedentários. Peço que ela fique de quatro, ela desmonta e se empina na cama como um tobogã erótico. Acredite, forista sem fé, você não será criativo o suficiente para imaginar a Pantera de quatro. É um assombro, um colosso, uma falta de educação. A bunda vira uma raiz quadrada que se eleva ao cubo e consegue ficar ainda mais exuberante. É de enlouquecer Freud.

Apronto e aponto o breve Pikachu e penetro naquele inigualável templo vaginal, apertado, tépido e aveludado. Pelo espelho lateral, admiro a Pantera com a bunda aprumada para o teto. Começo a estocar lentamente, me empolgo, aumento a força, passo a socá-la com ânsia de gozo, Pantera geme baixinho, foça o rabo contra o meu pau... Gonzaguinha cantaria: “não dá mais para segurar, explode coração”. Explodi. Ejaculei todas as páginas do Kama Sutra. Morri.

Despedida, deixo uma caixinha e retorno às ruas temerárias do Centro da Cidade.

Anoitecia. Andei em passos lentos até a Casa Paladino, acomodei-me na minha mesa cativa. Chamei o garçom...

Bolo? Nunca.

Café? Jamais.

Girassóis? Elas preferem um vibrador.

Nu artístico para a G Magazine? Para com isso. Vergonha

— Desce uma porção de bolinho de bacalhau e uma dose de Salinas.

Virei o copo e senti o líquido rascante deslizar pela garganta e acender todos os meus sentidos. A saga continua...
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Perdeu, mané...
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