CLÉOH - CENTRO

Coloque aqui seus relatos antigos, de musas que encerraram carreira, mas marcaram a memória de quem as conheceu...
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Dante
Decano
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Registrado em: Dom Jul 05, 2026 1:05 pm

Mensagem por Dante »

O NÁUFRAGO

Envelhecer é uma merda — é certo que alguns de vocês já ouviram essa afirmação. Sim, envelhecer é um processo inevitável que nos remete a uma realidade ignorada completamente na juventude. O envelhecimento é um cansaço do corpo e do espírito depois de tantas histórias vividas, de tantas batalhas travadas, tantas vitórias e derrotas.

Há quem imagine que um homem solteiro, na minha idade, é uma alma perdida, enganam-se. Sou um romântico inveterado, um homem que ainda acredita no amor, porém, com muita dificuldade para me apegar a uma mulher, mas me desapego fácil se não for correspondido. Tornei-me extremamente seletivo. O celibato alongado esfria o coração, nos traz vícios, manias, delimita com mais rigor o nosso território e cria exigências que tornam mais difíceis o encontro do par perfeito.

No alvorecer da terceira idade, procuro o que muitos encontraram no início da vida adulta, um amor idílico. Para o mal ou para o bem, o amor de um libertino precisa ter um tempero promíscuo, talvez, por isso, eu busque essa minha metade no universo mundano, entre mulheres da vida ou moças de família que sejam impudicas. Não tive filhos, então cultivo em mim um amor paternal, gosto de cuidar, de dar presentes, de ver a pessoa feliz.

A NOITE

Terminei de jantar como um Bruce Wayne solitário, prestes a mergulhar na noite selvagem de sexta-feira, não para combater o crime, mas para cometer pecados. Embarquei em um táxi e pedi, aleatoriamente, que o motorista tocasse para a Lapa. Desembarquei na Av. Men de Sá em ebulição, a impressão que eu tive é de que havia gente até em cima dos postes, tudo fervilhava sob o céu chumbo e frio do inverno noturno. Rodei pela área, fui abordado por uma menina gostosa e novinha, dessas que ficam de promoters na calçada, e ela me convenceu a entrar em uma casa azul, quase em frente ao Bar Brasil.

O lugar estava lotado. Pedi uma cerveja, duas, três, quatro e percebi que a felicidade me invadiu de súbito, fazendo canoagem no meu sangue alcoolizado, tornando as luzes mais intensas, me obrigando a enxergar beleza até em urubu de lixão.

A MULHER

Relaxado e ébrio, mantive o radar ligado e percebi que estava sendo acompanhado pelos olhos de uma mulher alta, balzaquiana, charmosa, cabelos estilo Chanel, vestida em um conjunto justíssimo de calça e corpete pretos, revelava um decote que denunciavam um par de seios suculentos e siliconados. Olhei para um lado e para o outro, somente para ter certeza de que era a mim que ela encarava. Certo de que ela estava me dando condição, decidi me aproximar e abordá-la.

— Oi. A gente se conhece? — só o embriagado possui a ousadia das apresentações cretinas.

— Não — ela riu — só achei você charmoso e estranhei te ver sozinho — resposta direta e reta, eu não tinha mais escapatória.

— Agora não estou mais sozinho. Qual seu nome?

— Cleo. E o seu?

— Dante, meu nome é Dante. Posso te oferecer uma bebida?

— Claro, mas eu preciso ser sincera, estou trabalhando.


Acredite, forista sem fé, o destino de um libertino é sempre uma libertina. Conversamos um pouco, Cleo é do interior, está há três meses como garota de programa, é doce, usa óculos sexy de professora, é charmosa, bonita, tem um corpaço, é muito carinhosa e tem uma boa conversa.

— Quanto preciso para ficar com você? — perguntei.

— Pouquinho, meu presente é 250 reais.

— Aceito. Podemos ir para um hotel por aqui?

— Se você quiser, podemos ir para o meu apartamento, em Copacabana.


CORPOS ARDENTES

Dentro do táxi, em direção à Princesinha do Mar, ensaiamos carícias, beijos gulosos, sarros, apertos e pegadas. Quando entrei na quitinete da Cleo, o breve Pikachu estava a ponto de uma ejaculação precoce. Ela tirou a roupa e exibiu toda a sua exuberância física, a pele com textura de veludo roçava no meu corpo, caímos na cama ardendo de tesão.

Cleo vem por cima de mim, começa a beijar meu peito, vai deslizando a língua pela minha barriga, volta para me beijar a boca, retorna descendo e me lambendo inteiro, um banho de gata de arrepiar o caboclo, alcança meu pau e o engole numa chupada delicada, gostosa, babada, quase me faz gozar em sua boca. Inverto a posição, chupo os seios lindos, ela alisa meus cabelos, desço para a sua boceta molhada, meto a língua em seu clitóris, ela se contorce, geme e goza.

— Vem de quatro — ela me convida.

Empina-se e penetro em seu templo, estocadas leves, vou aumentando o ritmo e a força, Cleo se empina mais, diz que vai gozar de novo e goza. Logo em seguida, não resisto e gozo a biografia de milhares de espermatozoides que jamais serão gente e desabo em coma no colchão. Agradeço a Agronopolos, o Deus dos libertinos, a graça concedida.

Estou virado, somente por isso encerro este relato por aqui.
Perdeu, mané...
Dante, Alicia Ferrari, Tenista, Salomão e Madruguinha curtiram essa mensagem.
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