SABRINA MILLER - SEM LOCAL

Se acaso me quiseres, sou dessas mulheres que só dizem sim...
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Madruguinha
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Sabrina Miller

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PARA PRÍNCIPE DA CONDESSA.


Quem me acompanha já deve ter percebido: não escrevo relatos como quem tem a melhor das memórias para discorrer sobre as posições que fiz (ou tentei) com a garota. Primeiro porque a cabeça de cima, esse HD cansado, não ajuda; e segundo porque não tenho a pretensão e tampouco a audácia de ser visto como um ator pornô — nem poderia — que admite ter ficado 58 minutos dentro da donzela, sem cortes e sem remedinho.

Pelo contrário: costumo dizer às meninas que é mais fácil elas terem um momento de diversão do que de tesão comigo. Sou um paciente de TOC distante da terapia há anos. Já não sei se a ansiedade é um sintoma ou se virei um parasita dela. Meus beijos são amadores, boa forma eu não tenho desde o nascimento, ejaculo rápido e a minha feição mais apresentável não dura mais que três dias após a ida ao fígaro. Desconfio que aquelas que se sentem confortáveis ao meu lado não possuem apenas nervos, mas também estômago de aço.

Antes de relatar os acontecimentos, primo por construir uma ponte entre o personagem e quem lhe empresta o corpo. Considero impossível dissociar um do outro. São os capítulos da minha vida que me levam a viver e a escrever as páginas que exponho aqui. Inclusive, serão eles que, um dia, poderão me fazer parar.

Dá gosto escrever sobre os encontros com Sabrina. É que não é sempre que você encontra uma menina que te beija com vontade, que te chupa com devoção e que passa a impressão de que está ali não somente pelo dinheiro, mas também porque adora uma sacanagem. O jeito sorridente com que chega ao hotel faz você supor que ela é uma das poucas pessoas que alcançaram o sucesso de trabalhar com aquilo que lhes dá prazer.

Por essas e outras que fica difícil cumprir apenas o primeiro horário combinado com ela. Estender o tempo porque não se quer que aquilo tenha fim acaba sendo natural. Eu, que não sou de repetecar com frequência, estou aqui para contar mais um dia com ela, com um terceiro encontro já praticamente agendado. Se o Velho Barriga não mantiver o coração do tamanho da pança, em breve serei despejado.

Os beijos começam por iniciativa dela, e a mão boba idem. O melhor de tudo é que as coisas com ela não têm script, roteiro ou necessidade de perguntar o que se quer, pois seu corpo fala mais que tudo. Dessa vez, o enrosco ocorreu no Stop Time, em Bonsucesso, com direito a hidro e espumante. A pedido dela? Não. Por vontade do "freguês", que sabe que com ela tudo fica gostoso e divertido.

Quebramos taça, molhamos a suíte toda, apenas porque Sabrina é a distração ideal para os meus problemas. Da banheira quente passamos para a cama que, antes fria, não tardou a pegar fogo. No boquete de almanaque que evoluiu para um 69 covarde, confessei minha fraqueza dizendo que gozaria se aquilo continuasse por mais dois segundos. Não prestou. — Você está proibido de gozar agora, só pode depois que eu mandar! — sentenciou Sabrina. Tínhamos duas horas e meia pela frente. Como obedecer a tamanho desafio?

Vesti o plástico da misericórdia e, com uma coragem que não sabia que tinha, dei o que ela queria. A penetração com Sabrina tem abundância de beijos e apertos. Após uma sentada invertida capaz de fazê-la cansar, ligamos a TV no canal pornô, a pedido dela, e decidimos replicar a cena que passava. Sem óleo e sem técnica, fiz massagem no corpo, que naquela altura ganhava ares de templo.

Após massagear braços, barriga e pernas, sou conduzido para suas partes baixas e vou recebendo dicas para acertar nas direções e intensidades. Liberado a usar os dedos, massageio externamente com o polegar, enquanto o indicador trabalha internamente. A gata não se aguenta de tesão e diz que, desse jeito, vou fazê-la gozar. Acaricia os seios, rebola, substitui meu polegar pelo dela e explode. Levo o que ficou em minhas mãos até a sua boca, e provamos juntos.

Na sequência, me lambuzo no restante e emendo com a prática original da Grécia Antiga, até ser puxado para mais beijos. Pergunto se estaria livre para gozar, muito mais por curiosidade do que por vontade, e recebo um não como resposta. Sabrina, no alto da sua safadeza, aumentava a minha autoestima ao me fazer resistir àquele tempo todo e aproveitar o máximo dela.

O tempo voou. Logicamente, rolaram pausas para encher os copos, ir ao banheiro e conversar entre as fodas. Ninguém vira um amante profissional do dia para a noite, mas não sei por que Sabrina consegue extrair o melhor de mim — o que não significa ser muita coisa. Variamos posições que ficarão nas adivinhações (ou não) do leitor e na lembrança de quem viveu, até que gozei no final. Por cima, jogando todo o peso enquanto a beijava, na doce ilusão e gosto de sermos um só.

Uma pizza para recuperarmos a energia e conversas de quem sabe que vai se reencontrar, desenharam o nosso “até logo”.

O carro de aplicativo chega para levá-la, nos despedimos, e algo dela fica para trás — percebido por mim apenas quando chega a minha vez de deixar o hotel. Aviso a ela que já temos um novo pretexto para estarmos juntos de novo e que, enquanto isso, cuidaria bem do objeto.

Não sai dali apenas com o seu pertence. Peguei as ruas com a certeza de não ser mais o mesmo.

Agradeço a quem leu. Um abraço e até a próxima!
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"Não há trabalho ruim, o ruim é ter que trabalhar."
PRELUDIO, Arquiteto, Digboy, Dante, Loke e Alicia Ferrari curtiram esse relato.
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O ÁLBUM DE FIGURINHAS


Sou solteiro contra a vontade. Aproximando-me da marca dos 40, não encontrei quem me amasse do jeito a me fazer considerar a troca de comando em meu lar. Visto pela imensa maioria como fora dos padrões — caricato, esdrúxulo, cômico, frágil e incapaz de fazer mal a alguém —, não culpo quem não teve coragem para começar ou continuar algo comigo.
A última civil que conheci, alérgica a pelos, felizmente não pôde conhecer meu habitat. Poupei-a de uma crise de espirros ou de ter a garganta fechada, pois sabia que, mais dia ou menos dia, aquilo que estávamos vivendo teria um fim.

Esse lar, que hoje é dirigido pelos meus gatos, funciona ao bel-prazer deles. Se tenho as mobílias ultrapassadas ou em estado lastimável, é porque assim eles decidiram que seria. Que o Sr. Barriga não leia ou ouça: até tenho condições de trocar uma peça aqui, reformar outra ali, mas falta quem zele por elas enquanto saio para ganhar uns cruzeiros. Portanto, aceitei que, enquanto os felinos vivem nele, sou apenas um serviçal que tem direito a um quarto para dormir no final do dia — e muitas vezes sou incomodado pelo barulho deles na porta querendo entrar. Tento manter tudo limpo até a próxima sujeira (que não demora muito) e, se possível, não levar o DNA deles grudado na roupa quando saio, uma missão que parece impossível.

Um dia, quando este regime monárquico chegar ao fim, tenho discernimento de que essa casa, ainda assim, carecerá de um toque feminino para deixar tudo mais organizado e higienizado. Enquanto isso não acontece, tento colecionar bons momentos com belas garotas, aproveitando-me do ônus (nem tão ônus assim) que a solteirice e a solidão me proporcionam.

"Vinte e oito, vinte e oito, cadê a vinte e oito!?"



Sabrina era um desejo de meses, para não dizer mais de ano. Chancelada por um confrade, na lista de prioridades de um outro e bem relatada por foristas de quem não tenho proximidade, mas que costumam gostar das mesmas meninas, junto ao fato de compor o tipo de mulher que mais me atrai, virou uma das minhas fixações. Tornou-se uma das figurinhas que eu mais ansiava ter no meu álbum de mulheres com quem já me deitei. Andou sumida e, quando soube do seu retorno ao meio, por duas ou três vezes "mandei mensagem para a banca", mas não pude adquirir seu pacote de serviços. Ela me disse que, pela vida que tem, é mais fácil quando marcado com uma antecedência mínima. Na última semana, sem obedecer ao seu conselho e descrente de que conseguiria, conciliamos um encontro para o mesmo dia, num frio de rachar e às altas horas de um final de semana.

Marcamos para o Classic, em Cascadura, lugar que nem desconfiava que me deixaria em apuros. No caminho, comunicando-nos, combinei de enviar a foto com a chave do quarto para a dama, como sinal para ela embarcar no Uber e chegar alguns minutos depois, mas não foi possível. Estacionando o automóvel na garagem, percebi que estava sem sinal nas duas operadoras. Subi ao quarto, liguei para a recepção e relatei a dificuldade, tendo como resposta que nem Wi-Fi para cliente eles disponibilizavam. Nesse momento, já comecei a imaginar que a menina, apesar de ter recebido o valor do Uber antecipadamente, com toda a razão do mundo não viria ao meu encontro, pois esperava por uma foto que nunca chegava e não merecia se jogar de cabeça num mar de dúvidas. Dados alguns minutos de insistências vãs para conseguir sinal no quarto, precisei descer até a recepção, expondo-me — apesar de não precisar esconder nada de ninguém — e finalmente conseguindo uma migalha de sinal para me comunicar com ela. Ela avisou-me que já estava no veículo, que tentou me ligar e tudo, e que não demoraria a chegar.

Voltei ao quarto e em cinco minutos recebi o telefonema da recepção contando-me que a minha acompanhante havia chegado. Na sua entrada, agradeci pela confiança de ter entrado no carro de aplicativo antes da foto e adiantei as dificuldades que encontraríamos no local por conta da falta de sinal. Pensamos num meio de acertar seu cachê e percebemos que isso só seria possível ao final, com os dois saindo juntos e buscando um socorro na mesma recepção que, em tese, teria a mesma migalha de sinal. Eu estava tenso, furioso, totalmente desconfortável com a situação e desabafei com Sabrina.

Para minha surpresa, a menina não foi "contaminada" pelo meu estado de espírito e reverteu tudo com uma vibe das melhores que já vi. Com uma beleza que preenche qualquer página vazia de existência, e um ar que é sereno e divertido ao mesmo tempo, estava certo quando suspeitei que não demoraria para ela fazer-me sentir como na casa que insisto em chamar de minha. Cheirosa e de banho tomado, não foi preciso que conhecesse logo o banheiro, ao contrário de mim que, após aquele estresse e sobe e desce de escadas, achei necessário tomar uma ducha para relaxar e tirar o suor do corpo. Feito isto, já me encontrava em condições de enfim conhecê-la intimamente.

A morenaça tem um corpo que exala a generosidade da juventude. Vestida por pouco tempo em um vestidinho preto que deu lugar a lingeries amarelas, aposto que sua imagem provoca ereção até no mais depressivo pênis. Lábios, pescoço, ombros e nuca; braços, seios e barriga; virilha, coxas e canelas; costas, nádegas e pés... Não passei vontade sob centímetro nenhum de sua anatomia. A gata entregou um beijo de língua já no cartão de visitas, e eu, pouco técnico nesse quesito, precisei atingir um nível minimamente aceitável durante o enrosco a fim de corresponder. Nossos corpos se tocavam e ela parecia carregar reciprocidade no querer. Beijava de volta, acariciava e direcionava os locais; a respiração e a buceta úmida não admitiam mentiras.

Depilada, saborosa, com odor da mais agradável naturalidade, chupei e beijei seu sexo com rara abnegação. Toda aquela colaboração dela para a reversão de um cenário caótico havia me transformado em um súdito, sem que ela soubesse. Só terminei quando ela pediu o gosto de seu gozo, me puxando para um beijo molhado. Na sequência, Sabrina retribuiu com um oral de quem sabe o ritmo, o ângulo, a área e a profundidade corretas. Camisinha posta, não sei como fui convencido a possuí-la no perigoso estado em que me encontrava. Montada sobre meu colo, sustentei heroicamente a vontade que meus herdeiros tinham de ser expulsos mediante tamanho aperto.

Numa foda gostosa, de muito tesão e ao mesmo tempo desafiadora, Sabrina apertava a pica com pompoarismo, se inclinava, descia pra beijar, passava minhas mãos nos seios e aumentava a minha responsabilidade de durar. Por estratégia, sugeri mudarmos para o ppmm, e na sequência com ela de 4, sabendo que uma abençoada falta de preparo atlético provavelmente seria o meu álibi para não acabar com as coisas cedo demais. Bem-humorados quanto à situação da minha pouca resistência, passamos de dois animais no cio a bons conversadores, dessas coisas que um programa mais extenso permite. Ofereci cerveja e energético à moça, a fim de conhecer um pouco mais da mulher por trás da profissional, o que ela aceitou, me encantando com cada detalhe do nosso papo. Àquela altura, inocente, cheguei a sondá-la quanto à sua disponibilidade para mais uma hora de programa, sem me dar conta de que mal daria conta de duas.

Deixei escapar num comentário que ficara difícil definir qual das qualidades dela havia me ganhado mais, encontrando uma liberdade faceira, já totalmente anestesiado do turbilhão de coisas ruins que a falta de estrutura do hotel me causara. Não sabia ao certo quantos minutos haviam se passado e nem quantos nos sobravam, mas de algum jeito torcia para que aquele momento fosse imortalizado. Voltamos a nos acariciar e não demoramos a, novamente, ficar ligados fisicamente. Não é sempre que você está com uma menina e, em silêncio, já planeja novas coisas e oportunidades para a próxima vez que estiver com ela.

Entrei em Sabrina no frango assado e segurei meu gozo ao máximo, na doce e saborosa ilusão de também estar sendo um objeto de prazer dela; nesses devaneios, viagens, desconfigurações e mudanças de rotas que a vida às vezes nos traz, fui generoso comigo e me permiti viver isso naquele sublime agora. Ejaculei num momento bom para os dois e compassivo, tanto à minha falta de juízo, quanto ao meu bolso. Como das vezes que preciso ser ativo e mostrar aos meus gatos quem é o verdadeiro dono do lugar, precisei de coragem para dizer ao meu pau que a cabeça de cima ainda domina a de baixo, mesmo que ela estivesse sedenta por mais.

Tomamos banho, pedimos a conta e ela veio, apesar da demora, exatamente no horário que planejamos inicialmente terminar. Com o garçom, a quitação foi tranquila, via cartão de débito, mas ainda restava pagar o cachê da dama da noite. Sabrina, mais tranquila que eu — e não sei por que diabos acreditando na minha palavra —, topou sair no carro e passar o sufoco de buscar um sinal próximo à saída. Nada acontecia. O Wi-Fi — que finalmente descobri existir — era quase o mesmo que nada; parecia não atingir dados suficientes para abrir o aplicativo, fazendo-me pensar que talvez fosse o próprio banco que passava por instabilidade. Após minutos de uma luta paciente e constrangedora, consigo realizar o Pix, e ela chama o carro de aplicativo, onde fica na saleta antes da saída aguardando sua chegada. Um abraço, um beijo, um aceno e a visualizo pela última vez no espelho retrovisor.

Despeço-me dela com saudade, gratidão e três certezas: a de que não seria nada chato caso houvesse a necessidade de levá-la até em casa, a de que não demorarei para estar com ela novamente, e a da sorte que tenho de essa menina não ter seu próprio local, pois seria candidatíssima a figurinha repetida das mais frequentes.

Um relato sem imagens que, para uma menina da beleza de Sabrina, pode até ser classificado como pecado, mas que ilustra bem a máxima do: 'foi tão bom que eu nem tirei foto'.




Um abraço e até a próxima!
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"Não há trabalho ruim, o ruim é ter que trabalhar."
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