MANSÃO GALAX - R. DO ROSÁRIO, 157 - CENTRO

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Dante
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Registrado em: Dom Jul 05, 2026 1:05 pm

MANSÃO GALAX - R. DO ROSÁRIO, 157 - CENTRO

60 min 200 Beijo? Sim Gostou do beijo? Sim Oral sem capa? Sim Anal? Não Taxa extra? Não 👍 Positivo Oral completo? Sim Repeteco? Não

Mensagem por Dante »

Faz umas semanas, decidi conhecer esse espaço chamado Mansão Galax — o nome, aliás, me pareceu pretensioso demais para um lugar onde você literalmente entra, paga e espera que a vida faça algum sentido. Cheguei em um horário dito como cedo, o que, convenhamos, é um horário indecente para qualquer atividade sensual.

Olhei ao redor, e o plantel... bom, digamos que não era exatamente o elenco de um sonho libidinoso. Parecia mais uma reunião de pessoas tentando lembrar por que acordaram tão cedo. Nada me chamou a atenção, nenhuma epifania carnal, nenhuma deusa em salto alto. Mas o que eu tinha era uma urgência básica, quase fisiológica, uma necessidade de descarregar o que a solidão da madrugada e o tédio do meu subconsciente haviam acumulado. Escolhi uma mocinha chamada Lia.

Lia era um pouco mais... sólida, digamos. Nada contra. Pelo contrário. Ela tinha um ar maternal com um toque de "vou te chupar como se minha conta de luz dependesse disso". E, no fim, é tudo o que eu precisava.

O atendimento foi direto, sem firulas. Beijava com gosto, coisa rara hoje em dia, quando todo mundo parece querer "pular para o final". Enquanto alisava aquela bunda como quem tateia uma almofada terapêutica, avisei, em tom confessional: “Vim aqui só pra gozar na sua boquinha.” Ela riu. Como se eu fosse um personagem coadjuvante de uma comédia sexual italiana.

Sentou-se na cama, caiu de boca. Literalmente. E eu ali, refletindo sobre a brevidade da vida e a eficiência daquele boquete. Pedi para que ela ficasse de joelhos. Não por dominação ou fantasia. Sendo honesto, tem uma parte de mim que acha que isso me dá algum controle sobre o caos.

Segurei-a pela nuca e fui, digamos, transpondo minha ansiedade para a boca dela, enquanto ela se engasgava discretamente — o que, confesso, me deixou numa mistura de culpa e excitação que só um neurótico da terceira idade entenderia.

Falei: "Você gosta, né, safada?"

Ela assentiu.

Eu gozei. Forte. Existencialmente.

Lia não deixou escapar uma gota. Depois, como quem cumpre um ritual milenar, foi até a lixeira e cuspiu. Sim, há sempre um momento anticlimático em toda experiência humana, e esse foi o nosso.

Vesti-me com a dignidade possível de quem acaba de ser sexualmente redimido por uma mulher de joelhos e uma lixeira plástica. Saí. Sem beijo na testa. Sem música de fundo. Apenas a promessa silenciosa de que, talvez, eu volte se a libido exigir. Ou caso a solidão piore.
 

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