Tempo de Dondon - By Dante
Enviado: Seg Jul 06, 2026 9:44 pm
Recebi com alegria o convite para fazer parte deste novo espaço, ainda em construção. Sempre disse que os fóruns do Rio acabaram com o fim do Hot-Fórum, que, infelizmente, foi adquirido por pessoas incapazes de valorizá-lo.
Após o Hot-Fórum, os fóruns se prostituíram. Passaram a servir mais às mulheres que deveriam avaliar do que aos foristas, que produzem conteúdo espontaneamente, sem qualquer contrapartida ou reconhecimento que também os valorizasse. Este novo espaço resgata uma ideia nobre dos tempos mais remotos: o fórum é dos foristas.
Fui convidado para ser um dos administradores deste espaço, mas declinei. Já fui administrador de um grande fórum: o primeiro dos fóruns, o fórum dos fóruns, um espaço tantas vezes clonado, durante e depois de sua existência. Nenhum fundador dos fóruns mais recentes teve a ousadia de criar algo verdadeiramente revolucionário. No máximo, abriram espaço para a participação das meninas, deixando os foristas, dali em diante, em uma postura permanente de bajulação.
Os fóruns que surgiram após o Hot-Fórum também trouxeram práticas tóxicas, inspiradas em antigas escolas: humilhar foristas e garotas, exigir retratações, expor pessoas e telefones particulares e, em alguns casos, até publicar em tópicos abertos o nome verdadeiro de participantes.
Garotas mais submissas tornaram-se jagunças a serviço da administração, encarregadas de difamar desafetos. Isso não é fórum; é um ambiente de insegurança e ilegalidade. Não existe "pulso firme" para administrar um site. O que existe é gestão de capital humano. E o capital humano é o ativo mais importante de uma comunidade que depende da produção espontânea de conteúdo.
Conheço o empreendedor desta nova — e, ao mesmo tempo, velha — ideia que surge aqui. Um nome respeitado no meio libertino, dono de casas de entretenimento, que traz consigo a intenção de recuperar o espírito que fez os antigos fóruns serem tão relevantes. É evidente que tudo evoluiu desde o início dos anos 2000, mas a verdadeira evolução é aquela que não deturpa os princípios que construíram o sucesso. Muitas vezes, o tempo de Dondon é também o tempo dos melhores, dos legendários.
Como gesto de boa-fé, cedi o domínio de Os Libertinos e a marca registrada que dá sentido a ele. Não os vendi; troquei-os por uma promessa de que, neste espaço, o caminho será diferente. Respeito não é uma palavra; é um gesto. Gratidão não é uma palavra; é um gesto. Revolução não é uma palavra; é um ato de coragem. Espero que tudo isso se materialize aqui.
Que voltem os verdadeiros bons tempos. Estou aqui para colaborar, como colaborei em outros espaços no passado — e, infelizmente, acabei me arrependendo disso. Espero que, desta vez, a história seja diferente.
Sucesso.
Após o Hot-Fórum, os fóruns se prostituíram. Passaram a servir mais às mulheres que deveriam avaliar do que aos foristas, que produzem conteúdo espontaneamente, sem qualquer contrapartida ou reconhecimento que também os valorizasse. Este novo espaço resgata uma ideia nobre dos tempos mais remotos: o fórum é dos foristas.
Fui convidado para ser um dos administradores deste espaço, mas declinei. Já fui administrador de um grande fórum: o primeiro dos fóruns, o fórum dos fóruns, um espaço tantas vezes clonado, durante e depois de sua existência. Nenhum fundador dos fóruns mais recentes teve a ousadia de criar algo verdadeiramente revolucionário. No máximo, abriram espaço para a participação das meninas, deixando os foristas, dali em diante, em uma postura permanente de bajulação.
Os fóruns que surgiram após o Hot-Fórum também trouxeram práticas tóxicas, inspiradas em antigas escolas: humilhar foristas e garotas, exigir retratações, expor pessoas e telefones particulares e, em alguns casos, até publicar em tópicos abertos o nome verdadeiro de participantes.
Garotas mais submissas tornaram-se jagunças a serviço da administração, encarregadas de difamar desafetos. Isso não é fórum; é um ambiente de insegurança e ilegalidade. Não existe "pulso firme" para administrar um site. O que existe é gestão de capital humano. E o capital humano é o ativo mais importante de uma comunidade que depende da produção espontânea de conteúdo.
Conheço o empreendedor desta nova — e, ao mesmo tempo, velha — ideia que surge aqui. Um nome respeitado no meio libertino, dono de casas de entretenimento, que traz consigo a intenção de recuperar o espírito que fez os antigos fóruns serem tão relevantes. É evidente que tudo evoluiu desde o início dos anos 2000, mas a verdadeira evolução é aquela que não deturpa os princípios que construíram o sucesso. Muitas vezes, o tempo de Dondon é também o tempo dos melhores, dos legendários.
Como gesto de boa-fé, cedi o domínio de Os Libertinos e a marca registrada que dá sentido a ele. Não os vendi; troquei-os por uma promessa de que, neste espaço, o caminho será diferente. Respeito não é uma palavra; é um gesto. Gratidão não é uma palavra; é um gesto. Revolução não é uma palavra; é um ato de coragem. Espero que tudo isso se materialize aqui.
Que voltem os verdadeiros bons tempos. Estou aqui para colaborar, como colaborei em outros espaços no passado — e, infelizmente, acabei me arrependendo disso. Espero que, desta vez, a história seja diferente.
Sucesso.