MANU BORGES - SEM LOCAL

Coloque aqui seus relatos antigos, de musas que encerraram carreira, mas marcaram a memória de quem as conheceu...
picanela
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Registrado em: Qua Ago 05, 2026 7:45 pm

Manu Borges 👍 Positivo

Mensagem por picanela »

Ela Sabe Exatamente o Efeito Devastador Que Causa …

No inicio de maio tive o prazer de conhecer a Manu.

Tudo começou com uma mensagem aparentemente “inocente” no meio da semana.

Aquela conversa despretensiosa, cheia de indiretas bem colocadas, risadas e pausas estratégicas que fazem a gente olhar para o celular com um sorriso suspeito.

Em poucos minutos, já estava claro que nenhum dos dois queria ficar apenas no papo. rs

Depois de algumas provocações, combinamos de nos encontrar num sábado, no inicio da manhã. A ideia inicial era escolher algum lugar mais próximo, mas ela sugeriu um motel na região oceânica de Niterói.

— Dizem que a suíte é maravilhosa — escreveu.

Respondi:

— Você está interessada na suíte ou em testar a resistência da cama?

Ela demorou alguns segundos e respondeu apenas com um emoji sorrindo.

Ali eu percebi que o sábado prometia.

Cheguei um pouco antes do horário marcado. A suíte realmente era bonita: iluminação indireta, espelhos enormes, banheira, música ambiente e uma varanda reservada que deixava entrar uma brisa agradável.

Confesso que tentei parecer tranquilo, mas já estava olhando para o relógio a cada dois minutos.

Até que ouvi duas batidas na porta.

Quando abri, precisei de alguns segundos para organizar os pensamentos.

Ela estava usando um vestido preto justo na medida certa, salto delicado e um perfume que chegou antes mesmo do abraço. O cabelo loiro estava solto, levemente ondulado, e aquele sorriso
carregava uma mistura perigosa de simpatia e intenção.

— Vai ficar me olhando ou vai me convidar para entrar? — perguntou.

Dei passagem e respondi:

— Estou apenas tentando entender como alguém consegue chegar tão elegante e, ao mesmo tempo, com tanta cara de problema bom. kkk

Ela riu, largou a bolsa sobre uma poltrona e se aproximou.

Nosso primeiro beijo não teve pressa.

Começou leve, quase comportado, como se estivéssemos apenas confirmando se a química das mensagens também existia pessoalmente. Bastaram poucos segundos para a resposta ficar evidente.

Ela segurou meu rosto com as duas mãos, aproximou ainda mais o corpo e transformou aquele beijo educado em algo completamente diferente.

Era o tipo de beijo que fazia o restante da suíte perder a importância.

Quando nos afastamos por alguns instantes, ela permaneceu perto, olhando diretamente para mim.

— Você fala bastante por mensagem — provocou. — Quero ver se pessoalmente mantém a mesma confiança.

— Depende. Isso é um desafio?

— Pode considerar assim.

Pronto.

Se ainda existia alguma tentativa de manter o encontro sob controle, ela havia acabado naquele momento.

Pegamos algo para beber e colocamos uma música. Conversamos sobre viagens, trabalho, experiências engraçadas e histórias que provavelmente não contaríamos em um primeiro encontro convencional.

Ela era divertida, rápida nas respostas e tinha aquela habilidade rara de provocar sem parecer forçado.

Em determinado momento me perguntou:

— Você sempre observa tanto?

— Só quando vale a pena.

— E o que você já descobriu?

Aproximei-me e falei bem perto do ouvido dela:

— Que você gosta de fingir que está comandando tudo.

Ela virou o rosto lentamente, ficando a poucos centímetros de mim.

— Fingir?

Antes que eu respondesse, ela me beijou novamente.

Dessa vez, sem nenhuma delicadeza diplomática.

Entre risadas, beijos e pequenas disputas para decidir quem provocava mais, fomos nos aproximando da cama.

Ela me empurrou de leve e disse:

— Senta !

Obedeci, embora tenha feito questão de comentar:

— Gosto quando você pede com educação.

Ela balançou a cabeça, rindo, e ficou diante de mim. Passou as mãos pelos meus ombros, aproximou os lábios dos meus, mas recuou antes do beijo.

— Ansioso?

— Estou apenas avaliando a situação.

— Claro. Muito profissional da sua parte.

Aquele jogo de aproximação e recuo durou tempo suficiente para me deixar completamente envolvido. Ela parecia se divertir ao perceber cada reação minha.

E eu também não facilitava.

Segurei sua cintura, puxei-a para perto e inverti a situação. Em poucos segundos, quem estava sendo surpreendida era ela.

O sorriso confiante deu lugar a uma expressão diferente, mais intensa, como se finalmente tivesse encontrado alguém disposto a participar da brincadeira no mesmo nível.

A partir dali, o tempo perdeu qualquer utilidade.

Entre beijos demorados, abraços fortes, provocações ao pé do ouvido e momentos em que apenas nos olhávamos tentando recuperar o fôlego, a tensão foi crescendo naturalmente.

Sem pressa. Sem roteiro. Sem aquela sensação mecânica de quem está apenas cumprindo uma sequência previsível.

Ela gostava de provocar e depois rir da própria ousadia. Em certo momento, aproximou-se e perguntou:

— Ainda acha que eu só finjo estar no controle?

Respondi:

— Neste momento, estou disposto a deixar você acreditar nisso.

Ela mordeu o lábio para não rir.

— Convencido !

— Você ainda não viu nada...

O restante aconteceu daquela maneira que dispensa explicações detalhadas.

Havia intensidade, cumplicidade e uma química difícil de fabricar. Cada aproximação parecia aumentar a vontade, e cada pausa fazia nascer uma nova provocação.

Quando finalmente resolvemos desacelerar, fomos para a banheira. A ideia era relaxar, mas ela aparentemente não conhecia muito bem o significado dessa palavra... kkk

Sentou-se à minha frente, brincou com a espuma e começou a fazer perguntas inesperadas.

— Qual foi sua primeira impressão quando abriu a porta?

— Sinceramente?

— Sempre.

— Pensei que você era ainda mais bonita pessoalmente.

Ela sorriu satisfeita.

— E depois?

— Depois percebi que era perigosa.

— Perigosa como?

— Como alguém que sabe exatamente o efeito que causa.

Ela ficou alguns segundos em silêncio, aproximou-se e respondeu:

— Talvez eu só cause esse efeito em você.

Eu ia responder alguma coisa espirituosa, mas ela me beijou antes.

Covardia !

Depois do banho, pedimos algo para almoçar. Enquanto aguardávamos, ficamos deitados conversando, ainda enrolados nos roupões. Foi quando descobri que, além de sensual e provocante, ela era extremamente inteligente.

Falava sobre diversos assuntos com segurança, tinha opiniões próprias e não concordava apenas para agradar. Pelo contrário: parecia se divertir ao discordar de mim.

— Você adora um debate, não é? — perguntei.

— Só quando a outra pessoa consegue acompanhar.

— Então você veio preparada.

— Sempre venho.

O jantar chegou e, durante alguns minutos, nos comportamos como duas pessoas perfeitamente civilizadas.

Durou pouco.

Ela roubou uma batata do meu prato, eu protestei, e aquilo virou uma disputa completamente infantil. Entre risadas, ameaças falsas e mais algumas aproximações nada inocentes, quase deixamos a comida esfriar.

Depois do comer, coloquei uma música mais animada e perguntei se ela dançava.

— Depende da companhia.

— Essa resposta já está ficando repetitiva.

— Então me convença.

Ela levantou e veio até mim.

Dançamos próximos, sem qualquer preocupação com técnica. Aquele vestido, o perfume e a maneira como ela sustentava o olhar eram uma combinação difícil de enfrentar.

Em determinado momento, falei:

— Você sabe que não está facilitando minha vida, não é?

— Eu não vim aqui para facilitar.

E foi exatamente assim que começou a segunda parte daquele encontro.

Mais espontânea, mais divertida e ainda mais intensa que a primeira.

Quando percebi, já estávamos novamente rindo entre beijos, derrubando almofadas e esquecendo completamente que, algumas horas antes, éramos apenas duas pessoas trocando mensagens pelo celular.

Ao final, ficamos deitados lado a lado, tentando recuperar alguma dignidade.

Ela olhou para a bagunça da suíte e comentou:

— Acho que testamos bem o lugar.

— Precisamos voltar outra vezes. Não gosto de avaliações incompletas.

— Você está querendo uma segunda opinião?

— Estou pensando em uma auditoria detalhada... kkk

Ela riu e apoiou a cabeça no meu peito.

Permanecemos ali por mais algum tempo, conversando sobre tudo e sobre nada, naquela tranquilidade gostosa que só aparece quando existe uma conexão verdadeira além da atração.

Na hora de ir embora, ela colocou novamente o vestido, arrumou o cabelo diante do espelho e perguntou:

— Estou apresentável?

Olhei para ela e respondi:

— Infelizmente, sim. Ninguém vai imaginar o perigo que você representa.

Ela se aproximou, deu um último beijo demorado e sussurrou:

— Melhor assim.

Depois saiu com o mesmo sorriso provocante com que havia chegado.

Fiquei parado alguns segundos, olhando para a porta fechada e tentando decidir se havia acabado de viver um encontro ou cair em uma armadilha cuidadosamente planejada.

Se foi uma armadilha, confesso que estou torcendo para cair novamente.

E, pelo último áudio que ela me enviou, acho que essa história ainda está muito longe de terminar…

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