SEXO POR EUFEMISMO - BY DANTE
Enviado: Qua Ago 26, 2026 10:38 am
Pereira pegou o telefone depois de ter realizado uma seleção rigorosa num site da internet, deteve-se no seguinte chamado:
“Gata de verdade, rosto lindo, alto nível e completinha, pronta para realizar todas as suas fantasias. Morena, com lábios de veludo e cabelos cor de mel. Venha esquecer o estresse e relaxar comigo. Carol Chrysler – Cel.: XXXXXX.”
Ele ligou.
— Alô? — responde a voz de mulher.
— Bom dia! Gostaria de falar com a Carol Chrysler, acho que é assim que se pronuncia... — desenrola Pereira.
— Quem deseja? — responde a mulher.
— Pereira.
— Pereira?
— Positivo.
— Olá, Pereira! Sou a Carol e você pronunciou direitinho, parabéns! — a garota responde com uma risadinha sutil.
— Obrigado, Carol. É que esses nomes estão ficando cada vez mais complicados.
— É pela pronúncia do meu nome que percebo o nível de quem me procura.
— Muito bem, o teste é inteligente e ainda bem que fui aprovado.
— Por enquanto, você foi aprovado, sim.
— Vi seu anúncio no www.mulher.facil.com.br e fiquei muito interessado. Como é o esquema, Carol?
— Esquema?!
— É... Como é o esquema? Quanto fica o programa?
— Quanto fica? Programa? Como assim?
— Ué?! Você não é a Carol que anuncia no site Mulher.Fácil como garota de programa?
— Sou a Carol, mas não sou garota de programa; sou acompanhante — a-com-pa-nhan-te —, ok?
— Aham... Estou entendendo. E quanto você cobra pra me acompanhar até um motel?
— Quanto eu cobro?
— Isso! Seu cachê, gata! Quanto é seu cachê? — Pereira já demonstrava alguma impaciência nesta altura da conversa.
— Não cobro cachê — responde, fria.
— Não?! É de graça?
— Você me dá um “presentinho” que deve ser em dinheiro, algo em torno de R$ 250,00.
— Presentinho?
— Sim...
— Em dinheiro?
— Sim...
— Entendi. E quanto tempo?
— Quanto tempo?!
— É! Quanto tempo você fica comigo? — Pereira começava a se exasperar.
— Não tem tempo, anjo!... Deixo você relaxado, gosto de curtir... Não sou igual às outras, amor...
— Posso ficar o tempo que eu quiser?
— Até duas horas, você pode ficar o tempo que quiser...
— Então, são R$ 250,00 por duas horas?
— Claro que não, anjo... Não pense em tempo ou valor, pense no prazer...
— Claro, claro! O prazer...
— Você não irá se arrepender!
— Acredito... Você faz anal?
— Você gosta, anjo?
— Adoro.
— Faço. Depende da dotação.
— Preciso passar as medidas antes de encontrá-la? — ironiza Pereira.
— Não! — ri a menina. — Na hora, a gente vê.
— Mas queria saber antes de marcar...
— Anjo, tenho que ver. Vai que você é um cavalo e me arrebenta toda?
— Sou normal. E se você olhar e disser que não vai dar?
— Você nem vai sentir falta, amor. Aliás, ali foi feito pra sair, não para entrar.
— Então você não faz anal?
— Faço.
— Mas diz que depende!
— Depende da dotação.
— Tá bom, tá bom! — Pereira joga a toalha. — Você beija na boca?
— Se for cheirosinha...
— Cheirosinha?! Não há nada errado com a minha boca.
— Chupa uma balinha antes, leva uma Halls preta.
— Balinha?! Não gosto de chupar balas — irrita-se Pereira.
— Ahh, leva, anjo. A boquinha fica mais gostosa com balinha.
— Sei... Você faz oral? Vai até o final?
— Ele é limpinho?
— Gosto de banho, sou limpo.
— Lava ele direitinho?
— Claro que lavo!
— Desculpe-me, anjo... Eu pergunto isso porque sou muito higiênica. Lavo minha florzinha com Dermacyd, passo perfuminho...
— Mas faz o oral completo?
— Eu faço, sim, mas com camisinha, tá, anjo!
— Camisinha?! Mesmo ele sendo limpinho? Esfrego com Bombril se você quiser.
— Não estou pensando só em mim, amor. É segurança pra você também.
— Ok, ok!... Onde você fica?
— Copacabana.
— Posso marcar pra pegá-la?
— Tem que se hospedar num hotel, me ligar e nos encontramos lá.
— Não posso pegá-la? Não gosto de entrar sozinho em motéis.
— Ai, anjo! Vá para o hotel, me ligue e eu chegarei rapidinho, bem linda pra você. Quero você!...
— Pode ir com uma calcinha fio dental? — Pereira revela sua tara.
— Não uso calcinhas pequenas, amor. Dá hemorroidas. Mas vou com uma calcinha da Piu-Piu que você não vai se arrepender...
— Então, está marcado: às 15 horas, no Serrano. Ligo pra você de lá.
— Ok, anjo!
— Vai bem gostosa e tente não se atrasar.
— Com certeza, amor. Você não vai se arrepender!...
Pereira era um empreendedor, um homem que se entusiasmava com desafios e todos aqueles pré-requisitos para alcançar um instante de deleite o haviam deixado excitadíssimo. Ele marcou e foi.
Depois de quarenta minutos aguardando dentro de um quarto do Hotel Serrano, somados às inúmeras tentativas frustradas de contatar a Carol num celular que insistia em responder com a caixa postal, Pereira desistiu e se arrependeu.
Voltou para casa...
Quando entrou em seu quarto, encontrou a esposa deitada e entubada num baby-doll surrado, presente de um Dia dos Namorados de cinco anos atrás. Pereira sentiu um tesão avassalador, inexplicável.
Aquela seria a noite mais quente na vida sexual do casal Pereira.
“Gata de verdade, rosto lindo, alto nível e completinha, pronta para realizar todas as suas fantasias. Morena, com lábios de veludo e cabelos cor de mel. Venha esquecer o estresse e relaxar comigo. Carol Chrysler – Cel.: XXXXXX.”
Ele ligou.
— Alô? — responde a voz de mulher.
— Bom dia! Gostaria de falar com a Carol Chrysler, acho que é assim que se pronuncia... — desenrola Pereira.
— Quem deseja? — responde a mulher.
— Pereira.
— Pereira?
— Positivo.
— Olá, Pereira! Sou a Carol e você pronunciou direitinho, parabéns! — a garota responde com uma risadinha sutil.
— Obrigado, Carol. É que esses nomes estão ficando cada vez mais complicados.
— É pela pronúncia do meu nome que percebo o nível de quem me procura.
— Muito bem, o teste é inteligente e ainda bem que fui aprovado.
— Por enquanto, você foi aprovado, sim.
— Vi seu anúncio no www.mulher.facil.com.br e fiquei muito interessado. Como é o esquema, Carol?
— Esquema?!
— É... Como é o esquema? Quanto fica o programa?
— Quanto fica? Programa? Como assim?
— Ué?! Você não é a Carol que anuncia no site Mulher.Fácil como garota de programa?
— Sou a Carol, mas não sou garota de programa; sou acompanhante — a-com-pa-nhan-te —, ok?
— Aham... Estou entendendo. E quanto você cobra pra me acompanhar até um motel?
— Quanto eu cobro?
— Isso! Seu cachê, gata! Quanto é seu cachê? — Pereira já demonstrava alguma impaciência nesta altura da conversa.
— Não cobro cachê — responde, fria.
— Não?! É de graça?
— Você me dá um “presentinho” que deve ser em dinheiro, algo em torno de R$ 250,00.
— Presentinho?
— Sim...
— Em dinheiro?
— Sim...
— Entendi. E quanto tempo?
— Quanto tempo?!
— É! Quanto tempo você fica comigo? — Pereira começava a se exasperar.
— Não tem tempo, anjo!... Deixo você relaxado, gosto de curtir... Não sou igual às outras, amor...
— Posso ficar o tempo que eu quiser?
— Até duas horas, você pode ficar o tempo que quiser...
— Então, são R$ 250,00 por duas horas?
— Claro que não, anjo... Não pense em tempo ou valor, pense no prazer...
— Claro, claro! O prazer...
— Você não irá se arrepender!
— Acredito... Você faz anal?
— Você gosta, anjo?
— Adoro.
— Faço. Depende da dotação.
— Preciso passar as medidas antes de encontrá-la? — ironiza Pereira.
— Não! — ri a menina. — Na hora, a gente vê.
— Mas queria saber antes de marcar...
— Anjo, tenho que ver. Vai que você é um cavalo e me arrebenta toda?
— Sou normal. E se você olhar e disser que não vai dar?
— Você nem vai sentir falta, amor. Aliás, ali foi feito pra sair, não para entrar.
— Então você não faz anal?
— Faço.
— Mas diz que depende!
— Depende da dotação.
— Tá bom, tá bom! — Pereira joga a toalha. — Você beija na boca?
— Se for cheirosinha...
— Cheirosinha?! Não há nada errado com a minha boca.
— Chupa uma balinha antes, leva uma Halls preta.
— Balinha?! Não gosto de chupar balas — irrita-se Pereira.
— Ahh, leva, anjo. A boquinha fica mais gostosa com balinha.
— Sei... Você faz oral? Vai até o final?
— Ele é limpinho?
— Gosto de banho, sou limpo.
— Lava ele direitinho?
— Claro que lavo!
— Desculpe-me, anjo... Eu pergunto isso porque sou muito higiênica. Lavo minha florzinha com Dermacyd, passo perfuminho...
— Mas faz o oral completo?
— Eu faço, sim, mas com camisinha, tá, anjo!
— Camisinha?! Mesmo ele sendo limpinho? Esfrego com Bombril se você quiser.
— Não estou pensando só em mim, amor. É segurança pra você também.
— Ok, ok!... Onde você fica?
— Copacabana.
— Posso marcar pra pegá-la?
— Tem que se hospedar num hotel, me ligar e nos encontramos lá.
— Não posso pegá-la? Não gosto de entrar sozinho em motéis.
— Ai, anjo! Vá para o hotel, me ligue e eu chegarei rapidinho, bem linda pra você. Quero você!...
— Pode ir com uma calcinha fio dental? — Pereira revela sua tara.
— Não uso calcinhas pequenas, amor. Dá hemorroidas. Mas vou com uma calcinha da Piu-Piu que você não vai se arrepender...
— Então, está marcado: às 15 horas, no Serrano. Ligo pra você de lá.
— Ok, anjo!
— Vai bem gostosa e tente não se atrasar.
— Com certeza, amor. Você não vai se arrepender!...
Pereira era um empreendedor, um homem que se entusiasmava com desafios e todos aqueles pré-requisitos para alcançar um instante de deleite o haviam deixado excitadíssimo. Ele marcou e foi.
Depois de quarenta minutos aguardando dentro de um quarto do Hotel Serrano, somados às inúmeras tentativas frustradas de contatar a Carol num celular que insistia em responder com a caixa postal, Pereira desistiu e se arrependeu.
Voltou para casa...
Quando entrou em seu quarto, encontrou a esposa deitada e entubada num baby-doll surrado, presente de um Dia dos Namorados de cinco anos atrás. Pereira sentiu um tesão avassalador, inexplicável.
Aquela seria a noite mais quente na vida sexual do casal Pereira.