BARATA PARA TREPAR E CARA PRA ESQUECER.
Enviado: Dom Ago 30, 2026 12:31 pm
Era um dia totalmente despretensioso. Daqueles em que você acorda e fica feliz por não ter nenhum compromisso, ao mesmo tempo em que sabe que o tédio não vai demorar a fazer uma visita. A lista da procrastinação continua no grupo solo de WhatsApp chamado Rascunho, sem que eu desse a mínima importância. Se cheguei até aqui sem passar aquela roupa e estou vestido, então quer dizer que ainda estou vencendo.
Uma notificação de Pix inesperada, de alguém pagando uma merreca que devia, foi o ingresso para acessar o aplicativo de restaurantes, liberando-me da cozinha. O dia de preguiça estava feito, e meu único motivo para sair de casa era dar um beijo e conversar rapidamente com a minha mãe, que ficava a dois quilômetros da minha casa. O planejamento era voltar em meia hora e passar o restante do dia pelado em meu sofá velho e arruinado pelas unhas das minhas gatas.
A sensação de ficar nu em pelos, livre do calor e do aperto dos tecidos, é uma das maiores dádivas que alguém pode ter sem custos. O saco a sentir a temperatura e a textura dos objetos quando sentado, a rola a tocar em paredes, portas, geladeira e fogão. Um cacete duro tocando um lençol gelado na varanda, que já deveria estar guardado... são algumas das maravilhas que você pode provar quando está a sós. Uma excitação presente, sem a necessidade de se pensar ou lembrar de alguém, faz você se sentir gostoso e desejado por você mesmo. Nesse ambiente, você é macho e fêmea, amante e amado, bem safado, do seu próprio corpo.
Mas o inesperado — de novo ele — estava com a corda toda naquele dia.
Eu não sabia da existência de um novo lava a jato ao lado da casa de mamãe, e o meu carro era quase o retrato de quem eu era naquela semana. Barba por fazer, camisa desbotada e um chinelo de dedo bem gasto; ainda assim, perdia para o descaso com a "aparência" do meu carro. Um veículo que, de branco, já não tinha mais nada, e cujo interior tinha mais bagunça e papel do que repartição pública. Duas garotas eram as encarregadas de fazer o serviço de lavagem, e mais três ou quatro ficavam por ali, bebendo, fumando e jogando conversa fora com elas enquanto não havia cliente.
— Oi, menino, quer que eu lave o seu carro? — perguntou-me a mais espevitada e gostosa da dupla, assim que pus o primeiro pé para fora.
Não era a minha intenção aceitar aquela oferta. Não pelo dinheiro, mas pelo tempo de espera, visto que o planejado era ficar lá por apenas meia hora. E eu, que saí sem carteira, apenas com a habilitação, um cartão de crédito e 27 reais no bolso, tinha no mínimo três justificativas para dizer não e agradecer. Mas teorias são muito mais fáceis que práticas. Não consegui. Quando a ouvi dizer que aceitava todos os tipos de pagamento, exibindo um sorriso metálico que eu não conhecia, meu pau deu uma leve enrijecida, e entreguei as chaves como se uma força maior me dominasse.
Minha família, de renda média, morava em um bairro pobre. Existiam alguns flagelos bem evidentes naquele lugar, que dava ares de favela em uma rua classificada como "do asfalto". Havia pobreza, drogas, falta de saneamento básico e prostituição. As garotas do lava a jato não eram santas e conheciam tudo do metiê. Não sei se finalmente procuravam mais dignidade ou se aquilo era uma arapuca para pegar alguém carente de jeito.
— Bom, que se foda! No mínimo, no mínimo, meu carro sairá limpo. — pensei.
Bati no portão e entrei na casa dos meus pais.
Aquele sorriso metálico não saía da minha cabeça. Por preconceito ou falta de fé, não imaginei que ela pudesse ter dinheiro ou vaidade para uma manutenção dentária daquele tipo. Ela não era uma menina feia. Negra, dos cabelos encaracolados, boca pequena, um corpo bem normal e um estilo largado: top, shortinho e, muitas vezes, descalça; talvez nunca tenha usado maquiagem, e isso favorecia a sua pele. Mas, se tem uma coisa que fode o psicológico de um homem, é um sorriso e uma fala mansa, quase que de coitada.
Muito complicado.
Enquanto passava um futebol na TV, meu pau doía dentro da bermuda pensando na menina lá fora. A sua alma bem maculada, misturada ao suor do trabalho, despertava em mim desejos bem sacanas. Desejei devorá-la por trás, espremendo seu corpo contra a porta do motorista em plena luz do dia e com plateia a conferir. Eu sei que seria impossível acontecer dessa maneira, mas imaginar é de graça. Foi então que decidi puxar a cadeira da mesa de jantar e me sentar lá por estratégia. Para ocultar alguma coisa, de certa forma.
As conversas e as jogadas aconteciam, e eu conseguia prestar atenção em, no máximo, 10% delas.
— Como foi capaz de me deixar assim em tão pouco tempo? — perguntava-me em silêncio.
Bom, acho que vou ter que me masturbar no lavabo, concatenei, antes de ter o pensamento interrompido.
"Toc, toc."
Duas batidas no portão e depois um grito:
— Menino! Não estou conseguindo abrir o porta-malas, pode vir me ajudar?
Saí ao seu encontro ainda em transe e com receio de que alguém pudesse visualizar a minha ereção. "A fim" de piorar a minha situação, olhei-a de cima a baixo. Seu top já estava molhadinho, marcando seus pequenos bicos de peito, escuros e salientes, aumentando mais e mais o meu tesão. Abri o porta-malas, quando, na verdade, desejava abrir sua boca para enfiar toda a minha jeba até escorrer leite. Agradeceu e sorriu de novo, com ainda mais confiança. Não dava para avaliar se era uma simpatia forçada; só sei que gostava.
Quando virei meu corpo para abrir novamente o portão e entrar, uma outra garota chegava para se juntar às outras, que ficavam bebendo, fumando e jogando conversa fora. Devia ter uns 20 anos e aparentava ser a mais devassa, vadia e safada do pedaço. Vestia uma microbermuda jeans e uma blusinha de alça que mostrava uma barriguinha com piercing. Cabelos rebeldes, presos e espetados para o alto, e um rosto inchado de quem dormiu demais. Chupava um pirulito e teimava em apoiar a buceta no quadro da bicicleta que pedalava. Gostei do que vi e inventei ter esquecido algo dentro do carro só para poder observá-la por mais um tempo, enquanto procurava o que não existia.
Depois que saí, ela me olhou, deu duas pedaladas para atravessar a rua, perguntou se eu era o dono do carro e se elas podiam mudar a estação do rádio. Eu disse que sim e recebi um "valeu" como agradecimento. Subi a calçada e entrei.
Misericórdia! Meu pau, que antes precisava de uma punheta, agora não se contentava mais com apenas isso. Definitivamente precisava de uma boa foda.
Não chegava a ser um "tanto faz". Ou chegava, sei lá! Mas o fato é que a menina da bicicleta me trouxe ainda mais vontade de trepar do que a anterior. Eu poderia não devorá-la naquele dia, mas, caso acontecesse de me deitar com outra, devoraria qualquer mulher imaginando estar fodendo com ela. Até mesmo a menina que lavava os carros seria ela na minha imaginação.
Tem mulher que "cheira" a sexo, lembrei da frase que um amigo dizia. Tem mulher que não precisa de muito para conseguir o que quer. Essa, com certeza, é um exemplo de uma.
Ela era ainda mais negra do que a lavadora de carros, porém menor em estatura e maior em seios e bunda. Sua boca também era maior. Tinha um beiço desenhado para cima, brincos pequenos e duas pulseiras de metal barato no braço esquerdo. Celular com a tela completamente rachada e sandálias Havaianas estampadas. Das duas, uma: ou era uma puta bem barata, ou trepava sem cobrar, por mero prazer. Ela me arrancaria um iPhone se quisesse, mas é bom ela nem saber.
Lá fora, a rádio que tocava pop rock e música popular brasileira fora substituída por uma que tocava pagode e funk. Não era um som estrondoso, até porque minha mãe nem chegou a reclamar. Eu continuava teso, e isso era desconfortável. Sentir tesão é bom, mas no lugar correto. Não é muito convencional ficar ereto durante cultos religiosos, sepultamentos ou atendimentos médicos. Na frente da família também não. E acredito que nem um Plantão Urgente, na maior emissora do país, noticiando a chegada de um furacão improvável na cidade ou uma chacina, seria capaz de diminuir a dureza e o tamanho da minha piroca naquela hora. Eu só queria que o tempo passasse rápido para poder ajeitar a minha vida. Cogitei até voltar a um puteiro em que fui tratado mal, só porque era mais perto.
Aquilo precisava ter um fim.
Minutos e horas se passaram.
O que será que está acontecendo? Por que ainda não terminaram? Será que a menina que chegou de bicicleta ainda está por perto? Que demora do caralho!
Levanto e caminho para ver qual é a da parada. Para minha surpresa, o serviço já tinha terminado. A rádio ainda tocava um funk, e as garotas dançavam sensuais e provocantes. A menina da bike, agora fora dela, parecia ainda menor. As que lavaram o carro estavam exaustas, mas também curtiam a música.
Pergunto por que não haviam avisado sobre o término da lavagem, e elas respondem que o som estava legal, que não havia chegado outro carro e que não tinham pressa de me chamar no portão de novo para não atrapalhar o que eu estava fazendo. Eu digo que está tudo bem e que não havia problema algum.
Dou uma supervisionada, peço licença, pago o serviço, agradeço, faço uma manobra no intuito de ficar mais fácil descer a rua e ir embora e, por último, volto o rádio para a antiga estação. Um coro de lamento pode ser ouvido. Um desânimo coletivo. Parecia pênalti perdido, mas o jogo já tinha terminado.
Elas não gostam de mim, do meu salário de fome ou do meu carro. Gostam da música com letras cheias de conteúdo sexual, bebidas e ostentação que saía dos alto-falantes, sem que precisassem gastar a bateria dos seus celulares.
Eu estava quase livre. Quase.
"Espera aí", alguém disse.
Uma voz semelhante à que eu tinha ouvido horas antes, mas dessa vez mais limpa. Sem doce na boca, sem ruído.
— Você me dá uma carona? — perguntou e continuou a falar antes da resposta, explicando que devolvera a bicicleta para o verdadeiro dono, que sua casa ficava um pouquinho longe e que talvez eu pudesse levá-la ou, quem sabe, deixá-la mais perto, caso fosse o mesmo caminho.
Abordou-me praticamente do mesmo jeito que me abordara a lavadora de carros. Meu coração acelerou.
Esse é um momento, um breve momento, no qual o pau sossega um pouco para o coração acelerar. Por mais que a conquista pareça ter chegado com pouco ou nenhum esforço, por mais que não tenha nada de paixão, só tesão, eu sempre fico tenso, nervoso ou tímido nessas horas.
— Tudo bem, eu levo você. Onde fica? — respondi.
A merda estava feita! Agora, mesmo se a resposta fosse no Inferno, eu iria.
Falou-me o nome da rua, e eu disse para que esperasse um pouco na esquina da frente, pois era preciso dar um tchau para minha mãe e não deixar muitas pistas.
Não sei se as mães têm ciência das coisas que seus filhos podem fazer e com quem fazem, quando a porra do caralho que eles carregam no meio das pernas precisa de um buraco para se aliviar. Eu duvido que a minha imaginasse que eu pudesse dar bola para uma putinha daquelas. Mas eu poderia dar as duas, ou quem sabe mais que isso.
Fiz a despedida e parti. Ela estava esperando na esquina combinada. Encostei, e ela entrou. Ajeitou o banco ao seu modo e agradeceu com o segundo "valeu" do dia.
Seta, embreagem e primeira.
A minha primeira impressão sobre aquela garota não estava errada. Ela cheirava a sexo!
— O que achou? — ela perguntou.
— Foi um bom serviço, gostei. O carro está cheiroso! — respondi.
— Não era disso que eu estava falando, mas você merece! — ela disse.
— Ah, é? É sobre o quê, então?
— Só porque estou lhe dando uma carona? — completei e indaguei com um sorriso, para não parecer indelicado e talvez parecer safado.
— Não sei, não sei... — ela despistou, com um olhar de ninfa e cínico.
— Quer que eu coloque na estação de pagode/funk de novo?
— Ah, seria ótimo!
— Beleza.
Aquilo lhe deu uma confiança a ponto de se sentir a dona da porra toda. Deitou um pouco mais o banco e apoiou um dos pés no painel antes de continuar o papo.
— Eu bem vi.
— Viu o quê?
— Quando você me viu chegar na bicicleta e depois forjou o esquecimento de algo dentro do carro, só para ficar me olhando mais um pouco. Sua rola estava fazendo um volumão, sabia? Mas acho que aquele tesão não era para mim.
— Porra, não acredito!
Meu rosto ficou vermelho e eu ri.
— Era para quem aquilo tudo?
— Para a sua amiga que lavou o carro.
— Humm.
— Ela tem sorte de despertar isso em você.
— Imagina! Sorte por quê?
— Eu bem que queria seu pau dentro de mim.
— Já ouviu aquele velho ditado "Querer não é poder"? No seu caso, ele não tem validade.
— Ah, é?
— Notei que você gosta de falar difícil, mas é um tanto fácil.
— Sou mesmo — respondi.
— Sua mãe nem imagina, né!?
— Eu torço para que não.
E se esticou, mordendo a ponta da minha orelha e enchendo a mão na minha rola.
— Assim a gente vai bater!
— Eu já estou batendo!
Demos uma risada bizarra.
— Vou te levar para a minha casa.
— Ainda bem, porque eu nem tenho uma.
— Quê!?
Caralho, o tempo inteiro era mentira, uma armação fudida e cheia de cúmplices. Ela era uma garota sem rumo. Muito gostosa, mas sem nenhum rumo, que vivia de favor na casa das amigas. Foi expulsa de casa aos 16 anos porque não queria nada com os estudos, com o trabalho ou com as tarefas do lar. Maconha, álcool e sexo eram as suas prioridades, até que achou uma galera que foi com a cara dela. Uma vila com vários biombos. Um canto na sala era tudo o que ela tinha para quando chegasse cansada, e agora eu a levava para a minha casa, para o meu sofá, para o meu banheiro, para o meu quarto e para a minha cama, só porque a minha pica se agitava pelo simples fato de ela estar respirando.
Eu costumava deixar tudo arrumado quando tinha um encontro planejado. Casa cheirosa, tudo no lugar e o pouco que eu tinha de grana bem escondido. Mas, dessa vez, estava tudo fora de controle e tudo ao alcance das mãos dela. Meus livros, meus CDs, a camisa do meu time, os 200 reais para passar o mês, meu chocolate branco e as minhas poesias.
Ao abrir a porta, mesmo sem querer, apresentava, sem dizer uma só palavra, alguns dos meus gostos, hábitos e defeitos através dos objetos espalhados pelos cômodos. Eu sabia que ela não era a mulher da minha vida. Era, quem sabe, de uma, duas ou, no máximo, três transas. Não sei se era do interesse dela saber algo diferente do que meu desempenho sexual. Só sei que ela saberia mais de mim caso se esforçasse um pouco.
Minhas gatas miam, pedindo ração, assim que entramos e são obviamente ignoradas. Eu precisava mais de comida do que elas, proteínas que só uma mulher com aquele tempero poderia saciar. Suas roupas mínimas e fáceis de tirar são jogadas sobre uma caixa de papelão cheia de papéis antes mesmo que começássemos a nos beijar.
Será que ela queria tudo muito rápido? Será que tinha encontro marcado com outro? Eu nem sabia seu nome, somente o apelido Tina. Mas quem se importa!?
Tenho sob o meu teto uma negra completamente nua, com os seus poucos adereços. Um belíssimo corpo que nunca precisou ir à academia, conquistado graças às danças e trepadas da vida. Completamente oferecido, como um prato a quem tem fome, e eu não poderia recusar. Caí de boca nela e levantei tudo, inclusive minha autoestima.
Começando pelo pescoço, com chupões e mordidas, finalmente provo do gosto e sinto o cheiro da sua pele preta enquanto a agarro por trás e sinto a respiração dela se confundir com a minha. Tem um cheiro bom de rua, misturado com hidratante de aveia. Vejo os pelos dos braços dela se arrepiarem todos quando digo que quero limpar todo o suor dela com a minha língua.
Ela diz que é estranho alguém querer ela assim sem banhar antes e que, por isso, havia tirado a roupa logo, a fim de perguntar onde era o banheiro para tomar uma ducha.
Eu ri e falei que não precisava. Que queria prová-la desse jeito mesmo. Com gosto de cigarro, cerveja, suor, lençol e roupa suja.
— Vai me chupar todinha?
— Sim, inclusive o cu.
Os bicos dos seios dela "machucariam" um desavisado no trem, de tão duros que ficaram depois que o medo do julgamento foi embora. A sua temperatura, quente como um motor em funcionamento, e a sua buceta toda úmida, que molhava a minha mão quando eu dedilhava o seu grelo, eram provas de total entrega ao prazer.
Pergunto se ela quer sentir o seu gosto verdadeiro com meus dedos próximos à sua boca. Ela assente e chupa-os em uma cena que me deixa com ainda mais tesão.
Em seguida, coloco-a sentada em cima do braço do sofá de dois lugares. A sensação desejada por mim no início do dia é sentida por ela agora, à tarde. Tecido nenhum a atrapalhar o tato do seu órgão sexual com o objeto coberto de sarja. Uma poça de fluidos sendo formada, enquanto beijo sua boca com sede e força, proferindo palavras safadas.
Seus gemidos não são tão altos. São quase "fofos" até aqui. Mas eu também não tinha usado ainda todas as minhas armas no jogo, e a minha língua, com certeza, é uma que joga bem em campo seco ou molhado.
Eu disse que chuparia ela toda, inclusive o cu, e uma palavra dessas não pode ser esquecida. É como uma promessa ou dívida que precisam ser cumpridas ou pagas, doa a quem doer e custe o que custar. Só que, naquele caso, não doía e nem custava; pelo contrário, dava prazer e era de graça.
Todos concordam que a hora da refeição é uma hora sagrada. A minha era sagrada e salgada no ponto certo.
Desço a minha cabeça e vou passeando por todo aquele corpo. Seios, sovacos, costelas e umbigo. Chupo, cheiro, mordo e beijo, antes de chegar ao prato principal.
E chego.
Provo do seu gosto e gosto, sem dizer e sem ouvir que chega. Sua boceta pequena e gordinha, com gostos misturados de final de urina e início de porra, era uma delícia que fazia meu estômago roncar. Meu cabelo é puxado logo que começo a brincadeira com a língua no seu clitóris. Seus gritos, aumentando em decibéis, davam o tom para o caminho certo.
— Que boquinha maravilhosa! Se acaba dessa buceta com a língua, vai! — ela dizia enquanto puxava o final da minha barba com força.
Estava ótimo. Comprimia minhas orelhas com a força dos joelhos enquanto eu a chupava com devoção e obediência. Mas eu ainda queria brincar muito com aquele cu antes de a ver jorrar.
Vai que ela é uma egoísta e "mete o pé", me deixando sem gozar.
Dei uma leve pausa e tratei de continuar manipulando seu ponto G, dessa vez com a mão esquerda, deixando a boca livre para finalmente provar do que saía do seu cu.
Eu poderia passar um pão nele e comer sem medo. Seu gosto era semelhante ao de todos os outros cus que chupei. Mas era o cu de uma vadia que eu havia decidido tratar como rainha e, por isso, merecia tratamento especial.
E assim o fiz.
Me "humilhei", fiz tudo o que aquele cu desejou e até mais. Com beijinhos em volta, vejo o piscar daquela olhota pedindo para algo ser inserido com urgência. Com a mão que sobrava, insiro um dedinho para começar e depois outro para dilatar mais um pouco. Aquele cu suga meus dedos e aperta-os como supositório. Retirei-os e novamente levei-os próximos à boca dela para que provasse. Ela lambe e chega a morder a ponta de um deles.
Agora sou eu quem vai provar.
Ajoelhado, elevo um pouco as suas pernas e peço para que as segure enquanto pretendo afundar a minha língua ao máximo naquele buraco. Tentando enrijecer para parecer um "mini pau", esforço-me para copiar os movimentos de uma piroca dentro daquele cu.
Entra e sai, entra e sai, e o cu não para de piscar.
Quando canso, lambo seu cu e subo pela buceta encharcada de tanto prazer e pronta para gozar. Fico ali como um pincel. Subindo e descendo. Deslizando e escalando buceta e cu, cu e buceta, buceta e cu.
Digno de um escravo temente e fiel, faço papel de bom moço, com tanto pecado à minha frente.
Ela diz que quer meu pau dentro dela, como na frase dita dentro do carro. Diz que também vai chupar meu cu dia desses. Eu dou risada do quanto ela é confiante e safada.
Minha bermuda se abre, e ela chupa meu pau ainda com a cueca nos joelhos. Rápido e com força, deixando-o no grau para a penetração.
— Quero que você coma a sua putinha de quatro — ordenou.
Carreguei-a para minha cama pelo colo. Era uma cama desarrumada e com pouca história. Duas namoradas e três ficantes haviam deitado nela. Ela, com certeza, era a pessoa mais rodada a se deitar sobre ela.
Um oceano de luxúria e lascívia, de quatro, pedindo piroca.
Procuro camisinha dentro do guarda-roupa e não encontro. Lembro que tem dentro da carteira, mas não quero que ela veja onde eu guardo.
— O que foi? Não quer mais comer essa preta? — ela diz.
— Não é isso, só não sei se tenho preservativo aqui.
— Você tem no carro, que eu sei.
— Tenho?
— Claro que tem! As meninas ficaram rindo da quantidade que tinha no porta-luvas.
— Putz, verdade... mas e agora?
— A gente faz sem. Fique tranquilo, porque acho que não corro o risco de engravidar e sou saudável. Minha tabela está certinha e não estou no período. Você consegue segurar o gozo?
— Menina, menina. Não brinca com coisa séria. Não garanto nada, não.
— Relaxa!
Pensar em vestir a roupa para ir lá fora não era legal, fora que eu não confiava em deixá-la sozinha. Decidi arriscar. A maldita conseguia a carona, a transa sem camisinha e tudo o que quisesse. Vai acabar realmente conseguindo o meu cu dia desses se eu não tomasse tenência, pensei, e segui em frente.
Coragem surge na necessidade e na falta de sanidade. Eu realmente não estava muito bem da cabeça.
Aquela buceta no centro da cama, toda melada e arreganhada, pelo menos por aquele instante, era toda minha. Sem látex nenhum para amenizar o contato, meu membro parecia entrar em um forno que dava vontade de entrar com saco e tudo.
— Mete com força, não para.
— Não pare até eu mandar, vai!
— Mete nessa vagabunda!
— Me xinga, puxa meu cabelo, bate na minha cara.
— Anda!
— Me dá essa piroca toda.
— Esfola minha bucetinha melada, vai!
— Tá esperando o quê para me dar mais rola?
— Vaaaai!
A servidão estava completa. Era uma vagaba que, apesar de tantos parceiros, ainda mantinha a bucetinha apertada. A pica totalmente esfolada não tinha permissão para parar. Tesão misturado com um pouco de medo parecia me dar a potência e a resistência perfeitas para bombar várias vezes naquela delícia de mulher que preenchia apenas um terço da cama.
Descansava algumas vezes durante as estocadas sem que tirasse de dentro. Nesses momentos, ela apertava o "menino" com a força dos seus músculos vaginais, como quem mastiga algo, até que as bombadas voltassem.
— Ai, eu vou gozar. Vou gozar. Vou gozar. Vou gozar, vou gozar, vou gozar, vou gozar e vou gozar.
— Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
Gozou.
Um jato absurdo molhou a parte do colchão desforrada e rasgada quando seus olhinhos reviravam.
Fazia um tempão que alguma parceira minha gozava fora de um oral. Tina parecia ser uma mulher que precisava gozar todos os dias para continuar vivendo a sua vida quase miserável. Conhecia seu próprio corpo como uma doutora em sei lá o quê. E isso a deixava mais gostosa ainda!
Feio eu sabia que não havia feito. Esbocei um sorriso tímido, olhando para aquela mulher ainda ofegante.
"Agora só falta você", ela disse. Tipo um homem, com xoxota, satisfeito ou incapaz de gozar mais de uma vez, ou uma garota de programa que, depois do gozo, lembra que tem mais pessoas para atender.
— Ainda está com medo?
— Medo de quê?
— Fazer um neném.
— Não, nada disso.
— Faz o seguinte: mete essa rola no meu cu e desencana. Atrás não engravida!
Achei bacana a ideia, mas o esforço para segurar foi absurdo. Quando tento penetrar sem sucesso no seu cu, derramo porra por toda a cama.
Eu não sabia onde enfiar a cara.
— Poxa, queria leite no cuzinho.
— Fica para uma próxima vez.
— Vai ter próxima vez?
Ela deixou a pergunta no ar com frieza.
Calçou a sandália, levantou-se e finalmente conheceu as instalações do meu banheiro. Jogou uma água rápida no corpo e partiu.
Foi embora e prometeu voltar um dia para devolver minha cueca vermelha que pegara emprestada. Levou também uma nota de vinte reais que estava na rack, mas isso ela acha que eu não sei, ou finge que acha que eu não sei.
Transamos mais três vezes, superando o esperado, até que, depois de alguns meses, não a vi mais. Foi difícil desbloquear a minha imaginação para me masturbar pensando em outra mulher diferente dela, após prová-la por inteiro.
Afinal, ela era um pacote com um belo custo-benefício; uma verdadeira máquina de sexo, que "cuspia" prazer com três latas de cerveja e um maço de cigarro, confirmando a minha tese de piranha barata.
Barata para comer e bem cara para esquecer.
São dois anos fazendo terapia para tentar entender tudo o que aconteceu naquele dia.
Uma notificação de Pix inesperada, de alguém pagando uma merreca que devia, foi o ingresso para acessar o aplicativo de restaurantes, liberando-me da cozinha. O dia de preguiça estava feito, e meu único motivo para sair de casa era dar um beijo e conversar rapidamente com a minha mãe, que ficava a dois quilômetros da minha casa. O planejamento era voltar em meia hora e passar o restante do dia pelado em meu sofá velho e arruinado pelas unhas das minhas gatas.
A sensação de ficar nu em pelos, livre do calor e do aperto dos tecidos, é uma das maiores dádivas que alguém pode ter sem custos. O saco a sentir a temperatura e a textura dos objetos quando sentado, a rola a tocar em paredes, portas, geladeira e fogão. Um cacete duro tocando um lençol gelado na varanda, que já deveria estar guardado... são algumas das maravilhas que você pode provar quando está a sós. Uma excitação presente, sem a necessidade de se pensar ou lembrar de alguém, faz você se sentir gostoso e desejado por você mesmo. Nesse ambiente, você é macho e fêmea, amante e amado, bem safado, do seu próprio corpo.
Mas o inesperado — de novo ele — estava com a corda toda naquele dia.
Eu não sabia da existência de um novo lava a jato ao lado da casa de mamãe, e o meu carro era quase o retrato de quem eu era naquela semana. Barba por fazer, camisa desbotada e um chinelo de dedo bem gasto; ainda assim, perdia para o descaso com a "aparência" do meu carro. Um veículo que, de branco, já não tinha mais nada, e cujo interior tinha mais bagunça e papel do que repartição pública. Duas garotas eram as encarregadas de fazer o serviço de lavagem, e mais três ou quatro ficavam por ali, bebendo, fumando e jogando conversa fora com elas enquanto não havia cliente.
— Oi, menino, quer que eu lave o seu carro? — perguntou-me a mais espevitada e gostosa da dupla, assim que pus o primeiro pé para fora.
Não era a minha intenção aceitar aquela oferta. Não pelo dinheiro, mas pelo tempo de espera, visto que o planejado era ficar lá por apenas meia hora. E eu, que saí sem carteira, apenas com a habilitação, um cartão de crédito e 27 reais no bolso, tinha no mínimo três justificativas para dizer não e agradecer. Mas teorias são muito mais fáceis que práticas. Não consegui. Quando a ouvi dizer que aceitava todos os tipos de pagamento, exibindo um sorriso metálico que eu não conhecia, meu pau deu uma leve enrijecida, e entreguei as chaves como se uma força maior me dominasse.
Minha família, de renda média, morava em um bairro pobre. Existiam alguns flagelos bem evidentes naquele lugar, que dava ares de favela em uma rua classificada como "do asfalto". Havia pobreza, drogas, falta de saneamento básico e prostituição. As garotas do lava a jato não eram santas e conheciam tudo do metiê. Não sei se finalmente procuravam mais dignidade ou se aquilo era uma arapuca para pegar alguém carente de jeito.
— Bom, que se foda! No mínimo, no mínimo, meu carro sairá limpo. — pensei.
Bati no portão e entrei na casa dos meus pais.
Aquele sorriso metálico não saía da minha cabeça. Por preconceito ou falta de fé, não imaginei que ela pudesse ter dinheiro ou vaidade para uma manutenção dentária daquele tipo. Ela não era uma menina feia. Negra, dos cabelos encaracolados, boca pequena, um corpo bem normal e um estilo largado: top, shortinho e, muitas vezes, descalça; talvez nunca tenha usado maquiagem, e isso favorecia a sua pele. Mas, se tem uma coisa que fode o psicológico de um homem, é um sorriso e uma fala mansa, quase que de coitada.
Muito complicado.
Enquanto passava um futebol na TV, meu pau doía dentro da bermuda pensando na menina lá fora. A sua alma bem maculada, misturada ao suor do trabalho, despertava em mim desejos bem sacanas. Desejei devorá-la por trás, espremendo seu corpo contra a porta do motorista em plena luz do dia e com plateia a conferir. Eu sei que seria impossível acontecer dessa maneira, mas imaginar é de graça. Foi então que decidi puxar a cadeira da mesa de jantar e me sentar lá por estratégia. Para ocultar alguma coisa, de certa forma.
As conversas e as jogadas aconteciam, e eu conseguia prestar atenção em, no máximo, 10% delas.
— Como foi capaz de me deixar assim em tão pouco tempo? — perguntava-me em silêncio.
Bom, acho que vou ter que me masturbar no lavabo, concatenei, antes de ter o pensamento interrompido.
"Toc, toc."
Duas batidas no portão e depois um grito:
— Menino! Não estou conseguindo abrir o porta-malas, pode vir me ajudar?
Saí ao seu encontro ainda em transe e com receio de que alguém pudesse visualizar a minha ereção. "A fim" de piorar a minha situação, olhei-a de cima a baixo. Seu top já estava molhadinho, marcando seus pequenos bicos de peito, escuros e salientes, aumentando mais e mais o meu tesão. Abri o porta-malas, quando, na verdade, desejava abrir sua boca para enfiar toda a minha jeba até escorrer leite. Agradeceu e sorriu de novo, com ainda mais confiança. Não dava para avaliar se era uma simpatia forçada; só sei que gostava.
Quando virei meu corpo para abrir novamente o portão e entrar, uma outra garota chegava para se juntar às outras, que ficavam bebendo, fumando e jogando conversa fora. Devia ter uns 20 anos e aparentava ser a mais devassa, vadia e safada do pedaço. Vestia uma microbermuda jeans e uma blusinha de alça que mostrava uma barriguinha com piercing. Cabelos rebeldes, presos e espetados para o alto, e um rosto inchado de quem dormiu demais. Chupava um pirulito e teimava em apoiar a buceta no quadro da bicicleta que pedalava. Gostei do que vi e inventei ter esquecido algo dentro do carro só para poder observá-la por mais um tempo, enquanto procurava o que não existia.
Depois que saí, ela me olhou, deu duas pedaladas para atravessar a rua, perguntou se eu era o dono do carro e se elas podiam mudar a estação do rádio. Eu disse que sim e recebi um "valeu" como agradecimento. Subi a calçada e entrei.
Misericórdia! Meu pau, que antes precisava de uma punheta, agora não se contentava mais com apenas isso. Definitivamente precisava de uma boa foda.
Não chegava a ser um "tanto faz". Ou chegava, sei lá! Mas o fato é que a menina da bicicleta me trouxe ainda mais vontade de trepar do que a anterior. Eu poderia não devorá-la naquele dia, mas, caso acontecesse de me deitar com outra, devoraria qualquer mulher imaginando estar fodendo com ela. Até mesmo a menina que lavava os carros seria ela na minha imaginação.
Tem mulher que "cheira" a sexo, lembrei da frase que um amigo dizia. Tem mulher que não precisa de muito para conseguir o que quer. Essa, com certeza, é um exemplo de uma.
Ela era ainda mais negra do que a lavadora de carros, porém menor em estatura e maior em seios e bunda. Sua boca também era maior. Tinha um beiço desenhado para cima, brincos pequenos e duas pulseiras de metal barato no braço esquerdo. Celular com a tela completamente rachada e sandálias Havaianas estampadas. Das duas, uma: ou era uma puta bem barata, ou trepava sem cobrar, por mero prazer. Ela me arrancaria um iPhone se quisesse, mas é bom ela nem saber.
Lá fora, a rádio que tocava pop rock e música popular brasileira fora substituída por uma que tocava pagode e funk. Não era um som estrondoso, até porque minha mãe nem chegou a reclamar. Eu continuava teso, e isso era desconfortável. Sentir tesão é bom, mas no lugar correto. Não é muito convencional ficar ereto durante cultos religiosos, sepultamentos ou atendimentos médicos. Na frente da família também não. E acredito que nem um Plantão Urgente, na maior emissora do país, noticiando a chegada de um furacão improvável na cidade ou uma chacina, seria capaz de diminuir a dureza e o tamanho da minha piroca naquela hora. Eu só queria que o tempo passasse rápido para poder ajeitar a minha vida. Cogitei até voltar a um puteiro em que fui tratado mal, só porque era mais perto.
Aquilo precisava ter um fim.
Minutos e horas se passaram.
O que será que está acontecendo? Por que ainda não terminaram? Será que a menina que chegou de bicicleta ainda está por perto? Que demora do caralho!
Levanto e caminho para ver qual é a da parada. Para minha surpresa, o serviço já tinha terminado. A rádio ainda tocava um funk, e as garotas dançavam sensuais e provocantes. A menina da bike, agora fora dela, parecia ainda menor. As que lavaram o carro estavam exaustas, mas também curtiam a música.
Pergunto por que não haviam avisado sobre o término da lavagem, e elas respondem que o som estava legal, que não havia chegado outro carro e que não tinham pressa de me chamar no portão de novo para não atrapalhar o que eu estava fazendo. Eu digo que está tudo bem e que não havia problema algum.
Dou uma supervisionada, peço licença, pago o serviço, agradeço, faço uma manobra no intuito de ficar mais fácil descer a rua e ir embora e, por último, volto o rádio para a antiga estação. Um coro de lamento pode ser ouvido. Um desânimo coletivo. Parecia pênalti perdido, mas o jogo já tinha terminado.
Elas não gostam de mim, do meu salário de fome ou do meu carro. Gostam da música com letras cheias de conteúdo sexual, bebidas e ostentação que saía dos alto-falantes, sem que precisassem gastar a bateria dos seus celulares.
Eu estava quase livre. Quase.
"Espera aí", alguém disse.
Uma voz semelhante à que eu tinha ouvido horas antes, mas dessa vez mais limpa. Sem doce na boca, sem ruído.
— Você me dá uma carona? — perguntou e continuou a falar antes da resposta, explicando que devolvera a bicicleta para o verdadeiro dono, que sua casa ficava um pouquinho longe e que talvez eu pudesse levá-la ou, quem sabe, deixá-la mais perto, caso fosse o mesmo caminho.
Abordou-me praticamente do mesmo jeito que me abordara a lavadora de carros. Meu coração acelerou.
Esse é um momento, um breve momento, no qual o pau sossega um pouco para o coração acelerar. Por mais que a conquista pareça ter chegado com pouco ou nenhum esforço, por mais que não tenha nada de paixão, só tesão, eu sempre fico tenso, nervoso ou tímido nessas horas.
— Tudo bem, eu levo você. Onde fica? — respondi.
A merda estava feita! Agora, mesmo se a resposta fosse no Inferno, eu iria.
Falou-me o nome da rua, e eu disse para que esperasse um pouco na esquina da frente, pois era preciso dar um tchau para minha mãe e não deixar muitas pistas.
Não sei se as mães têm ciência das coisas que seus filhos podem fazer e com quem fazem, quando a porra do caralho que eles carregam no meio das pernas precisa de um buraco para se aliviar. Eu duvido que a minha imaginasse que eu pudesse dar bola para uma putinha daquelas. Mas eu poderia dar as duas, ou quem sabe mais que isso.
Fiz a despedida e parti. Ela estava esperando na esquina combinada. Encostei, e ela entrou. Ajeitou o banco ao seu modo e agradeceu com o segundo "valeu" do dia.
Seta, embreagem e primeira.
A minha primeira impressão sobre aquela garota não estava errada. Ela cheirava a sexo!
— O que achou? — ela perguntou.
— Foi um bom serviço, gostei. O carro está cheiroso! — respondi.
— Não era disso que eu estava falando, mas você merece! — ela disse.
— Ah, é? É sobre o quê, então?
— Só porque estou lhe dando uma carona? — completei e indaguei com um sorriso, para não parecer indelicado e talvez parecer safado.
— Não sei, não sei... — ela despistou, com um olhar de ninfa e cínico.
— Quer que eu coloque na estação de pagode/funk de novo?
— Ah, seria ótimo!
— Beleza.
Aquilo lhe deu uma confiança a ponto de se sentir a dona da porra toda. Deitou um pouco mais o banco e apoiou um dos pés no painel antes de continuar o papo.
— Eu bem vi.
— Viu o quê?
— Quando você me viu chegar na bicicleta e depois forjou o esquecimento de algo dentro do carro, só para ficar me olhando mais um pouco. Sua rola estava fazendo um volumão, sabia? Mas acho que aquele tesão não era para mim.
— Porra, não acredito!
Meu rosto ficou vermelho e eu ri.
— Era para quem aquilo tudo?
— Para a sua amiga que lavou o carro.
— Humm.
— Ela tem sorte de despertar isso em você.
— Imagina! Sorte por quê?
— Eu bem que queria seu pau dentro de mim.
— Já ouviu aquele velho ditado "Querer não é poder"? No seu caso, ele não tem validade.
— Ah, é?
— Notei que você gosta de falar difícil, mas é um tanto fácil.
— Sou mesmo — respondi.
— Sua mãe nem imagina, né!?
— Eu torço para que não.
E se esticou, mordendo a ponta da minha orelha e enchendo a mão na minha rola.
— Assim a gente vai bater!
— Eu já estou batendo!
Demos uma risada bizarra.
— Vou te levar para a minha casa.
— Ainda bem, porque eu nem tenho uma.
— Quê!?
Caralho, o tempo inteiro era mentira, uma armação fudida e cheia de cúmplices. Ela era uma garota sem rumo. Muito gostosa, mas sem nenhum rumo, que vivia de favor na casa das amigas. Foi expulsa de casa aos 16 anos porque não queria nada com os estudos, com o trabalho ou com as tarefas do lar. Maconha, álcool e sexo eram as suas prioridades, até que achou uma galera que foi com a cara dela. Uma vila com vários biombos. Um canto na sala era tudo o que ela tinha para quando chegasse cansada, e agora eu a levava para a minha casa, para o meu sofá, para o meu banheiro, para o meu quarto e para a minha cama, só porque a minha pica se agitava pelo simples fato de ela estar respirando.
Eu costumava deixar tudo arrumado quando tinha um encontro planejado. Casa cheirosa, tudo no lugar e o pouco que eu tinha de grana bem escondido. Mas, dessa vez, estava tudo fora de controle e tudo ao alcance das mãos dela. Meus livros, meus CDs, a camisa do meu time, os 200 reais para passar o mês, meu chocolate branco e as minhas poesias.
Ao abrir a porta, mesmo sem querer, apresentava, sem dizer uma só palavra, alguns dos meus gostos, hábitos e defeitos através dos objetos espalhados pelos cômodos. Eu sabia que ela não era a mulher da minha vida. Era, quem sabe, de uma, duas ou, no máximo, três transas. Não sei se era do interesse dela saber algo diferente do que meu desempenho sexual. Só sei que ela saberia mais de mim caso se esforçasse um pouco.
Minhas gatas miam, pedindo ração, assim que entramos e são obviamente ignoradas. Eu precisava mais de comida do que elas, proteínas que só uma mulher com aquele tempero poderia saciar. Suas roupas mínimas e fáceis de tirar são jogadas sobre uma caixa de papelão cheia de papéis antes mesmo que começássemos a nos beijar.
Será que ela queria tudo muito rápido? Será que tinha encontro marcado com outro? Eu nem sabia seu nome, somente o apelido Tina. Mas quem se importa!?
Tenho sob o meu teto uma negra completamente nua, com os seus poucos adereços. Um belíssimo corpo que nunca precisou ir à academia, conquistado graças às danças e trepadas da vida. Completamente oferecido, como um prato a quem tem fome, e eu não poderia recusar. Caí de boca nela e levantei tudo, inclusive minha autoestima.
Começando pelo pescoço, com chupões e mordidas, finalmente provo do gosto e sinto o cheiro da sua pele preta enquanto a agarro por trás e sinto a respiração dela se confundir com a minha. Tem um cheiro bom de rua, misturado com hidratante de aveia. Vejo os pelos dos braços dela se arrepiarem todos quando digo que quero limpar todo o suor dela com a minha língua.
Ela diz que é estranho alguém querer ela assim sem banhar antes e que, por isso, havia tirado a roupa logo, a fim de perguntar onde era o banheiro para tomar uma ducha.
Eu ri e falei que não precisava. Que queria prová-la desse jeito mesmo. Com gosto de cigarro, cerveja, suor, lençol e roupa suja.
— Vai me chupar todinha?
— Sim, inclusive o cu.
Os bicos dos seios dela "machucariam" um desavisado no trem, de tão duros que ficaram depois que o medo do julgamento foi embora. A sua temperatura, quente como um motor em funcionamento, e a sua buceta toda úmida, que molhava a minha mão quando eu dedilhava o seu grelo, eram provas de total entrega ao prazer.
Pergunto se ela quer sentir o seu gosto verdadeiro com meus dedos próximos à sua boca. Ela assente e chupa-os em uma cena que me deixa com ainda mais tesão.
Em seguida, coloco-a sentada em cima do braço do sofá de dois lugares. A sensação desejada por mim no início do dia é sentida por ela agora, à tarde. Tecido nenhum a atrapalhar o tato do seu órgão sexual com o objeto coberto de sarja. Uma poça de fluidos sendo formada, enquanto beijo sua boca com sede e força, proferindo palavras safadas.
Seus gemidos não são tão altos. São quase "fofos" até aqui. Mas eu também não tinha usado ainda todas as minhas armas no jogo, e a minha língua, com certeza, é uma que joga bem em campo seco ou molhado.
Eu disse que chuparia ela toda, inclusive o cu, e uma palavra dessas não pode ser esquecida. É como uma promessa ou dívida que precisam ser cumpridas ou pagas, doa a quem doer e custe o que custar. Só que, naquele caso, não doía e nem custava; pelo contrário, dava prazer e era de graça.
Todos concordam que a hora da refeição é uma hora sagrada. A minha era sagrada e salgada no ponto certo.
Desço a minha cabeça e vou passeando por todo aquele corpo. Seios, sovacos, costelas e umbigo. Chupo, cheiro, mordo e beijo, antes de chegar ao prato principal.
E chego.
Provo do seu gosto e gosto, sem dizer e sem ouvir que chega. Sua boceta pequena e gordinha, com gostos misturados de final de urina e início de porra, era uma delícia que fazia meu estômago roncar. Meu cabelo é puxado logo que começo a brincadeira com a língua no seu clitóris. Seus gritos, aumentando em decibéis, davam o tom para o caminho certo.
— Que boquinha maravilhosa! Se acaba dessa buceta com a língua, vai! — ela dizia enquanto puxava o final da minha barba com força.
Estava ótimo. Comprimia minhas orelhas com a força dos joelhos enquanto eu a chupava com devoção e obediência. Mas eu ainda queria brincar muito com aquele cu antes de a ver jorrar.
Vai que ela é uma egoísta e "mete o pé", me deixando sem gozar.
Dei uma leve pausa e tratei de continuar manipulando seu ponto G, dessa vez com a mão esquerda, deixando a boca livre para finalmente provar do que saía do seu cu.
Eu poderia passar um pão nele e comer sem medo. Seu gosto era semelhante ao de todos os outros cus que chupei. Mas era o cu de uma vadia que eu havia decidido tratar como rainha e, por isso, merecia tratamento especial.
E assim o fiz.
Me "humilhei", fiz tudo o que aquele cu desejou e até mais. Com beijinhos em volta, vejo o piscar daquela olhota pedindo para algo ser inserido com urgência. Com a mão que sobrava, insiro um dedinho para começar e depois outro para dilatar mais um pouco. Aquele cu suga meus dedos e aperta-os como supositório. Retirei-os e novamente levei-os próximos à boca dela para que provasse. Ela lambe e chega a morder a ponta de um deles.
Agora sou eu quem vai provar.
Ajoelhado, elevo um pouco as suas pernas e peço para que as segure enquanto pretendo afundar a minha língua ao máximo naquele buraco. Tentando enrijecer para parecer um "mini pau", esforço-me para copiar os movimentos de uma piroca dentro daquele cu.
Entra e sai, entra e sai, e o cu não para de piscar.
Quando canso, lambo seu cu e subo pela buceta encharcada de tanto prazer e pronta para gozar. Fico ali como um pincel. Subindo e descendo. Deslizando e escalando buceta e cu, cu e buceta, buceta e cu.
Digno de um escravo temente e fiel, faço papel de bom moço, com tanto pecado à minha frente.
Ela diz que quer meu pau dentro dela, como na frase dita dentro do carro. Diz que também vai chupar meu cu dia desses. Eu dou risada do quanto ela é confiante e safada.
Minha bermuda se abre, e ela chupa meu pau ainda com a cueca nos joelhos. Rápido e com força, deixando-o no grau para a penetração.
— Quero que você coma a sua putinha de quatro — ordenou.
Carreguei-a para minha cama pelo colo. Era uma cama desarrumada e com pouca história. Duas namoradas e três ficantes haviam deitado nela. Ela, com certeza, era a pessoa mais rodada a se deitar sobre ela.
Um oceano de luxúria e lascívia, de quatro, pedindo piroca.
Procuro camisinha dentro do guarda-roupa e não encontro. Lembro que tem dentro da carteira, mas não quero que ela veja onde eu guardo.
— O que foi? Não quer mais comer essa preta? — ela diz.
— Não é isso, só não sei se tenho preservativo aqui.
— Você tem no carro, que eu sei.
— Tenho?
— Claro que tem! As meninas ficaram rindo da quantidade que tinha no porta-luvas.
— Putz, verdade... mas e agora?
— A gente faz sem. Fique tranquilo, porque acho que não corro o risco de engravidar e sou saudável. Minha tabela está certinha e não estou no período. Você consegue segurar o gozo?
— Menina, menina. Não brinca com coisa séria. Não garanto nada, não.
— Relaxa!
Pensar em vestir a roupa para ir lá fora não era legal, fora que eu não confiava em deixá-la sozinha. Decidi arriscar. A maldita conseguia a carona, a transa sem camisinha e tudo o que quisesse. Vai acabar realmente conseguindo o meu cu dia desses se eu não tomasse tenência, pensei, e segui em frente.
Coragem surge na necessidade e na falta de sanidade. Eu realmente não estava muito bem da cabeça.
Aquela buceta no centro da cama, toda melada e arreganhada, pelo menos por aquele instante, era toda minha. Sem látex nenhum para amenizar o contato, meu membro parecia entrar em um forno que dava vontade de entrar com saco e tudo.
— Mete com força, não para.
— Não pare até eu mandar, vai!
— Mete nessa vagabunda!
— Me xinga, puxa meu cabelo, bate na minha cara.
— Anda!
— Me dá essa piroca toda.
— Esfola minha bucetinha melada, vai!
— Tá esperando o quê para me dar mais rola?
— Vaaaai!
A servidão estava completa. Era uma vagaba que, apesar de tantos parceiros, ainda mantinha a bucetinha apertada. A pica totalmente esfolada não tinha permissão para parar. Tesão misturado com um pouco de medo parecia me dar a potência e a resistência perfeitas para bombar várias vezes naquela delícia de mulher que preenchia apenas um terço da cama.
Descansava algumas vezes durante as estocadas sem que tirasse de dentro. Nesses momentos, ela apertava o "menino" com a força dos seus músculos vaginais, como quem mastiga algo, até que as bombadas voltassem.
— Ai, eu vou gozar. Vou gozar. Vou gozar. Vou gozar, vou gozar, vou gozar, vou gozar e vou gozar.
— Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
Gozou.
Um jato absurdo molhou a parte do colchão desforrada e rasgada quando seus olhinhos reviravam.
Fazia um tempão que alguma parceira minha gozava fora de um oral. Tina parecia ser uma mulher que precisava gozar todos os dias para continuar vivendo a sua vida quase miserável. Conhecia seu próprio corpo como uma doutora em sei lá o quê. E isso a deixava mais gostosa ainda!
Feio eu sabia que não havia feito. Esbocei um sorriso tímido, olhando para aquela mulher ainda ofegante.
"Agora só falta você", ela disse. Tipo um homem, com xoxota, satisfeito ou incapaz de gozar mais de uma vez, ou uma garota de programa que, depois do gozo, lembra que tem mais pessoas para atender.
— Ainda está com medo?
— Medo de quê?
— Fazer um neném.
— Não, nada disso.
— Faz o seguinte: mete essa rola no meu cu e desencana. Atrás não engravida!
Achei bacana a ideia, mas o esforço para segurar foi absurdo. Quando tento penetrar sem sucesso no seu cu, derramo porra por toda a cama.
Eu não sabia onde enfiar a cara.
— Poxa, queria leite no cuzinho.
— Fica para uma próxima vez.
— Vai ter próxima vez?
Ela deixou a pergunta no ar com frieza.
Calçou a sandália, levantou-se e finalmente conheceu as instalações do meu banheiro. Jogou uma água rápida no corpo e partiu.
Foi embora e prometeu voltar um dia para devolver minha cueca vermelha que pegara emprestada. Levou também uma nota de vinte reais que estava na rack, mas isso ela acha que eu não sei, ou finge que acha que eu não sei.
Transamos mais três vezes, superando o esperado, até que, depois de alguns meses, não a vi mais. Foi difícil desbloquear a minha imaginação para me masturbar pensando em outra mulher diferente dela, após prová-la por inteiro.
Afinal, ela era um pacote com um belo custo-benefício; uma verdadeira máquina de sexo, que "cuspia" prazer com três latas de cerveja e um maço de cigarro, confirmando a minha tese de piranha barata.
Barata para comer e bem cara para esquecer.
São dois anos fazendo terapia para tentar entender tudo o que aconteceu naquele dia.