Página 1 de 1

OUVINTE

Enviado: Qui Set 10, 2026 10:04 pm
por Dudu
Fazendo intercâmbio na Alemanha, Mila estava encantada com Berlim. Hospedada na aconchegante residência de um simpático casal de meia idade cuja filha fora trabalhar em outro país, logo se sentiu em casa e bastante à vontade.

Estudava alemão durante o dia numa escola para estrangeiros e a tarde gostava de passear pela cidade, seguindo as dicas dadas pelos anfitriões, visitando pontos turísticos e lugares históricos, voltando a noite à hospedagem para jantar com o casal.

Ocorre que todas as noites acordava de madrugada com o barulho dos donos da casa transando no quarto ao lado. E como não namorava e nem fazia sexo há tempos, sua libido logo aflorava, acabando por masturbar-se ouvindo os gemidos e suspiros vindos do outro cômodo.

Isso seria algo normal e estaria longe de virar um problema, não fossem os pensamentos intrusivos que começaram a perturbá-la e que a deixavam com uma ideia fixa e maluca na cabeça: frequentar a cama dos "vizinhos".

Era sempre igual. Despertava com o característico ruído da cama sob a qual duas pessoas estão fodendo e eles não pareciam se importar em esconder nem abafar nada, nem precisavam, aliás. Afinal, estavam na casa deles, na cama deles.

Ter ciência do que ocorria a poucos metros de si só aumentava o apetite de Mila. Imaginava mil coisas. Enquanto eles trepavam, ficava nua na cama se tocando, fantasiando uma loucura: entrar pelada no quarto do casal e dizer:

- Quero ser a puta de vocês essa noite.

Delirava idealizando qual seria a reação de ambos. Talvez hesitassem, achassem aquilo tudo absurdo demais e a expulsassem de lá imediatamente. Ou talvez não e a recebessem entre eles. Embora não sentisse atração por nenhum dos dois, o devaneio a enlouquecia, resultado da sua carência.

Desde que passou a enxergá-los como potenciais parceiros sexuais, essa tara maluca a deixava num êxtase indescritível. Se acabava de prazer devaneando com isso e gozava horrores, dormindo saciada e extenuada. Ao acordar, a vergonha a dominava e se sentia mal ao olhar no rosto do casal.

Mas isso só durava até a noite seguinte. E nessa hora, se perguntava se eles também já teriam pensado nela de outra forma. Será que valia a pena ela arriscar saber? Estava num país distante, com pessoas que talvez nunca mais visse depois. A oportunidade perfeita. Porém, nunca fizera nada tão ousado. Faltava-lhe a coragem necessária.

Seu intercâmbio acabaria em alguns dias. Haveria tempo pra pensar no assunto e, quem sabe, dar o passo adiante que desejava. Enquanto isso, o tesão tomava conta de si.