LIBERDADE É COISA MUITO SÉRIA. (parte 1)

Espaço para nossos escritores de plantão escreverem seus contos eróticos, no melhor estilo da mesma sessão na antiga revista Ele & Ela...
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Madruguinha
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Mensagem por Madruguinha »

Ela nunca tinha se aberto às possibilidades. Superprotegida, ninguém além de sua mãe e de alguns pediatras tinha visto o seu corpo nu. De autoestima baixa e temendo relacionamentos, passava as horas em seu quarto, vivendo dias, independentemente do tempo lá fora. Sem aproveitar direito o que a vida reservava, tentava distrair a sua mente com músicas, vídeos, livros e jogos daquilo que não tinha coragem para encarar.

Maria tinha 18 anos e tinha acabado de sair do ensino médio. Tinha poucas meninas para chamar de amigas e só havia beijado dois meninos na vida, depois de participar, sob pressão, de uma brincadeira na época do ginásio. Achou desconfortável e "correu" nas outras oportunidades. Sem nada de relevante no histórico da sua vida amorosa, foi colecionando tabus em sua mente barulhenta. Não porque buscou isso de fato, mas porque palavras e olhares de gente amargurada, infeliz e sem noção foram deixando sequelas quase irreversíveis nela.

Era uma morena bonita que se escondia em roupas e penteados que não favoreciam sua beleza. De estatura média, cabelos curtos, corpo magro e olhos cansados de sono, choro e café, de vez em quando os complexos lhe davam uma folga e ela aproveitava esses momentos pra realizar uma sessão de fotos das quais não tinha coragem para mostrar a ninguém.

Adotava um comportamento diferente dos demais. Naquela altura da vida, seus ex colegas de escola só queriam saber de beijar na boca, curtir, beber e dançar, enquanto para ela o mundinho reservado do seu quarto era o único lugar confortável que conhecia. Não entendia muito dos "papos calcinha" na rodinha das meninas, nem do que elas faziam sozinhas ou acompanhadas. Masturbação parecia esquisito e perigoso e ela nunca havia sequer tentado.

Afinal, além da pouquíssima experiência afetiva, não sentia atração ou interesse pelo físico. Todos eram iguais para ela, e seu corpo era um casulo que não se abria para provar nada de diferente. Seus breves encantamentos eram despertados pela personalidade e pelo cuidado com que a tratavam, mas não deixava que o sentimento se perpetuasse, pois não se achava suficiente e interessante para alguém. Sentia-se uma estranha no ninho em qualquer lugar e o futuro a assombrava.

O que já era difícil ficaria ainda pior.

Depois que a 3ª aula de biologia do semestre, no 2° ano do ensino médio, abordou o comportamento de pessoas assexuais e o sofrimento pelo qual elas poderiam passar, sentiu como se tivesse levado um soco no estômago. Chegando em casa, pesquisou mais sobre o assunto na internet e, em poucos minutos, enxergou-se encaixada ali. O receio de ser julgada aumentava.

Confusa e envergonhada demais para conversar com alguém sobre o tema, doía na alma o fato de ser ainda mais diferente do que pensava. Chegou a molhar o travesseiro algumas vezes, perguntando-se por que logo ela havia sido amaldiçoada com aquela situação. Queria ajuda psicológica para lidar com o problema, mas a vergonha era maior do que tudo.

Criada por uma mãe que trabalhava muito e tendo um irmãozinho para tomar conta, não tinha confiança nem jeito para buscar auxílio. Sentia-se acuada e temia ser ainda mais rejeitada por todos. Enclausurou-se ainda mais e viveu os dois últimos anos de colégio com tanta ansiedade que eles pareceram durar seis. Ela só queria não precisar socializar e nem conversar com ninguém.

Tentando resolver tudo sozinha, de vez em quando tomava coragem para pesquisar mais sobre o assunto. Links e mais links surgiam, cada um com sua novidade, toda vez que ela digitava o termo "assexual" na barra de pesquisa. Por causa disso, descobriu coisas importantes sobre o corpo feminino. Entre elas as zonas na vulva que podem levar as mulheres a outras dimensões, sem que precisem sair de casa.

Passou a prestar mais atenção no próprio corpo, mas ainda temia tocá-lo, retardando o processo de autoconhecimento. Via imagens e assistia a vídeos explicativos sobre anatomia feminina, lia blogs e fóruns, olhava fotos de órgãos masculinos e femininos, mas não se excitava. Seu coração disparava de nervoso e medo a cada nova informação, e algo lhe dizia que fazer aquilo era errado. Porém, estava decidida a encontrar as respostas para as suas dúvidas.

Sua buceta era tão fechada quanto a sua mente. O máximo de toque que sentia era quando precisava se depilar. Eram dois lábios grandes e volumosos, perfeitos para receber uma chupada, mas reprimidos pelos complexos que sua dona carregava. O grelo, virgenzinho para ser explorado, se escondia como um tesouro de infinitas terminações nervosas.

Mas do futuro nem sempre se pode correr. Uma pessoa surgiria para ajudá-la em seu processo.

Em uma tarde de terça-feira, despretensiosamente usando o Facebook, Maria recebeu solicitação de amizade de um rapaz que também tinha alguns complexos e gostos similares aos dela. Seu nome era Rômulo. Tinha namorado duas vezes e, em ambas, havia se entregado demais a quem não prestava. Acreditava no amor, sem anular o seu lado cafajeste. De baixa estatura, um pouco acima do peso, cabelos lisos rareando, pele branca e de óculos, andou stalkeando Maria por dias antes de tomar a iniciativa.

— Oi — disse ele no chat.
— O que é, hein? — ela respondeu.
— Só um oi, menina. Normal de quem quer começar uma conversa.
— Tá bom. Oi!
— Viu como é simples?
— Simples é você me deixar em paz.
— Ah é!
— Claro.
— O que tem de mal-educada, tem de linda.
— Não sou linda, muito menos mal-educada!
— Aham, sei.
— Me esquece!
— Como?
— Problema seu então.
— Problemaço.
— Idiota.
— Eu sou? Kkk
— É campeão nisso.
— Então tá.
— Okay.

Era só o primeiro dia de conversa entre os dois. Breve, ousado de um lado, e antipático do outro.

Ele era cinco anos mais velho e já estava há 1 ano e 6 meses sem conhecer alguém. Ocupava-se muito com o trabalho e não tinha muito tempo nem grana para sair. Quando se interessava, era rejeitado. Mas a quantidade de "nãos" foi servindo para que criasse uma casca, não custando nada tentar a sorte mais uma vez. Foram muitas as tentativas de aproximação com respostas ríspidas, secas e monossilábicas, até que uma tivesse algum efeito.

— Vi uma menina hoje na feira bem parecida contigo.
— Está enxergando mal, precisa de óculos novos.
— Para quê, se só tenho olhos para você?
— Essa foi péssima.
— Concordo.
— Você nunca vai me ver na feira. Eu nunca saio de casa.
— Que pena.
— É melhor assim.
— Você mora na Rua 13, né?
— Não lhe interessa!
— Claro que sim.
— O que você quer, hein?
— Quero você.
— Vai ficar querendo.
— Você já tem alguém?
— Você é repórter? Polícia?
— Não, menina, deixa de ser boba.
— Se sou boba, por que vem sempre me perturbar?
— Mas você continua respondendo.
— Te falei que tenho educação, mas paciência tem limite.
— Você gosta de um menino então.
— Não gosto de ninguém!
— Sério que não tem ninguém em vista para dar uns beijos? Sair para lanchar? Ir ao cinema?
— Cara, tu és muito chatinho.
— Talvez.
— Com certeza.
— Bom, já disse que te quero. Não sou de desistir fácil.
— Foi péssimo te conhecer — e bloqueou o rapaz.


Uma cantada mais direta alugou um apartamento na cabeça dela. Aquele "quero você" foi incapaz de sair da sua mente naquela noite. Ainda que ela já tivesse visitado o perfil dele no primeiro dia de conversa e gostado do conteúdo que ele postava, que estranhamente já se viu parada, analisando algumas fotos dele por mais tempo do que o habitual, continuava achando suas abordagens um tanto idiotas, pelo menos até aquele momento.

Voltou para ler todas as conversas e riu lembrando de algumas situações. Só não podia deixar que ele soubesse.

Desligou o computador e foi se deitar. "Quero você", "Quero você", "Quero você" — a frase se repetia em sua mente de maneira perturbadora. Sentiu vontade de tomar banho, mas temeu encontrar algum inseto no banheiro que estava com a lâmpada queimada e desistiu. Não entendeu muito bem o calor que subia toda vez que lembrava daquela conversa e decidiu se despir. Trancou a porta do quarto, tirou a blusa de crochê amarela confeccionada pela mãe — que cobria seus belos seios médios de bicos pretos — e jogou o shortinho azul de dormir em cima da cama. Abriu a porta do guarda-roupa, que tinha um imenso espelho (embora borrado de sangue, servia para se ver melhor), e não se achou lá grandes coisas.

Quase todas as garotas que ela conhecia eram maiores e mais bonitas, em sua visão. Suas pernas finas, seu bumbum pequeno de formato gracioso, a barriga chapada e o umbigo bem desenhado não eram nada belos para ela. Raramente passava pela experiência de ser assediada pelos homens como as outras meninas relatavam, mas decidiu se dar uma chance naquela noite. Queria se tocar para tentar se sentir menos estranha.

Apesar do calor, voltou para a cama e se cobriu com um fino lençol, sem saber por onde começar. Por mais recatada que fosse, ela era uma menina que precisava ser devorada, e seus instintos sabiam disso. Desejou estar dividindo a mesma cama com o rapaz e, logo, os seus mamilos se enrijeceram no simples tocar do tecido. Os batimentos do seu coração aceleravam na velocidade de quem corre uma maratona. Fechava os olhos, lembrava-se cada vez mais daquela frase, de tudo o que tinha lido sobre prazer feminino, e o seu tesão aumentava. Pela primeira vez, curtia a ideia de entregar seu corpo a alguém, ainda que esse alguém fosse ela mesma.

Sua xoxota começava a piscar de vontade, sendo apertada pelas suas coxas e a dureza dos mamilos era apreciada por seus polegares, enquanto um vulcão entrava em erupção no meio das suas pernas. Seus dedos longos iniciavam um trajeto inédito, descendo dos seios para a barriga, até chegar à sua xoxota molhada de prazer. Foi quando teve a ideia de ligar o computador para voltar ao álbum do rapaz e olhar as fotos enquanto se bolinava. Aproveitou para desbloqueá-lo do chat e tomar a iniciativa de começar um papo pela primeira vez, com os dedos úmidos sobre o mouse.

— Hey!
— Ué, não estou acreditando.
— Que foi, criatura?
— Você me chamando para conversar. Sempre eu que chamo.
— Ah é? Se não gostou, não falo nunca mais!
— Sempre radical.
— Hm.
— Mas o que houve? Teve pesadelo?
— Não. Só estou sem sono mesmo. E não sei se você notou (acho que sim) que eu tinha te bloqueado. Vim pedir desculpas.
— Ah, sim. Tudo bem, relaxa.
— Não esperava encontrar você por aqui.
— Mas encontrou.
— Pois é.
— E gostou de ter encontrado.
— Você que está dizendo.
— Eu sei do que falo.
— Fala nada com nada!
— Falo tudo com pouco.
— Se acha muito!
— Acho mesmo. Acho você uma graça se fazendo de durona.
— Ah, garoto! Nem sei por que te desbloqueei, sabe.
— Mas eu sei. Ficou pensando no que eu te disse.
— O quê?
— Que te quero. E digo novamente: EU QUERO VOCÊ!
— Nem sempre querer é poder.
— É verdade. Eu, por exemplo, queria estar aí com você agora e não posso.
— Deus me livre. Se você aparecesse por aqui, eu chamaria a polícia.
— Ah é? Mas que crime eu cometi? Amar demais?
— Deixa de ser ridículo.
— É a única coisa que eu sei ser.
— Estou vendo.
— Você ainda não viu nada.
— Não me interessa.
— Tá bom. Vou indo nessa.
— Não estou te segurando.
— Se estivesse, eu não faria força para soltar.
— Definitivamente não falava coisa com coisa!
— E você fica sem saber o que dizer.
— Quê?
— Eu mexo contigo e você não consegue disfarçar.
— Mexe com meus nervos. Te odeio!
— Mexo com a sua cabeça, mexo com o seu coração e também com a sua libido...
— Longe disso. Viaja não!
— De perto você não resiste. Sei que quer também.
— Hahaha. Só rindo! O que faria com alguém que tem asco por você?
— Asco? Ah, tá, kkk.
— Sim. Não dá, sinceramente.
— Bem delicada, ela.
— Sincera, melhor dizendo.
— Você e eu não existimos. Nunca existirá. Ainda que você fosse a última criatura do mundo e ele precisasse procriar.
— Blá, blá, blá. Várias frases prontas. Depois fala de mim.
— Nojo, muito nojo.
— Ainda vai ser minha.
— Hahaha, como?
— Com tudo o que você deseja. Beijos, chupões e amassos. Mordidas, lambidas e abraços. Meu corpo colado ao seu como se fôssemos um. Suados, quentes, cansados. Arfando de prazer.
— Embrulhou meu estômago, vou ali vomitar.
— Mais fácil falar isso do que dizer que molhou a calcinha.
— Nem perto disso.
— Será?
— Pode crer.
— E se eu falar que só acredito vendo?
— Ridículo, previsível, baixo. Um imundo, pervertido e sem graça.
— Obrigado pelos elogios.
— Falei poucos até.
— É preta de renda, né?!
— Quê?
— Sua calcinha.
— Você só pensa nisso, cara?
— Não, mas você me provoca.
— A culpa não é minha de você ser um tarado porco.
— Tá, mas como ela é?
— Nem toda mulher usa, sabia?
— Mas você tem cara de quem usa. Daquelas coloridas de desenho. Tipo de menininha, kkk.
— Babaca! Eu nem estou usando calcinha.
— Usa aquelas cuecas boxer? Até que devem ficar legais em você.
— Deixa de ser idiota!
— Hahaha.
— Para, cara. Force menos. Nem a sua risada é natural.
— Ih, ala.
— Sério.
— Shortinho então?
— Ai, ai...
— Hmmmmmm. Já sei!
— O quê?
— Samba-canção.
— Passou longe.
— Não me diga que...
— Sim.
— Nua? Sem nada?
— Sim, é assim que eu durmo.
— Uau, uma mulher completamente livre!
— Faz bem para a saúde.
— Porra, que delícia.
— Não é para o seu bico.
— Ah, não? Teu fetiche é deixar a gente na vontade, né?!
— Talvez.
— Conseguiu.
— Não foi difícil.
— Para você eu sou fácil.
— Essa não foi muito criativa.

"Então veja essa criação", — ele escreveu, legendando uma foto que exibia seu corpo da cintura para baixo, de cueca branca, um par de pernas grossas, que mexeu ainda mais com ela.

A garota não sabia como reagir. Sentia uma inquietação diferente de tudo o que já havia sentido. Visualizou objetos pelo quarto que pudessem satisfazer àquela xoxota pulsante que babava na cadeira. Uma escova de madeira, lápis, canetas, o secador de cabelo, um ursinho para sentar sobre a cara dele... Tudo foi imaginado enquanto o rapaz, do outro lado da tela, esperava uma resposta por longos minutos, lendo a informação "digitando...".

"Que vontade de sentar no colo dele. Será que ele meteria com cuidado? Como contar para ele que ainda sou virgem? Será que vai rir da minha cara? Como dizer para ele que estou com uma vontade enorme de ser preenchida? Eu não sei se consigo. Mas quero conseguir", conversava consigo mesma.

— Não faça mais isso!
— Não gostou?
— Nem um pouco.
— Do que você tem medo?
— De tudo.
— Disserte o tudo.
— Sou obrigada?
— Claro que não, só se quiser.
— Tá bom. Tenho medo que estejam nos vendo, que nossas fotos parem em mãos erradas, de você ser a mão errada. Sei lá...
— Só isso?
— Acho que sim. Não sei.
— Mas você nem me enviou nada. Está pensando em enviar?
— Eu disse que ia enviar?
— Não sei, acho que li demais nas entrelinhas.
— Escroto!
— Tem medo de se envolver, aposto!
— Ham?
— Ô se tem, viu?!
— Pare de falar isso.
— Tá bom.
— Obrigada!
— Não precisa agradecer.
— Eu sou assim, já disse.
— É por isso que não consegue me dizer coisas safadas? Por educação?
— Que conversa é essa?
— Você está doida para me mandar uma foto nua. Com esse corpo pegando fogo e cheio de desejo de ser comida. Mas a sua moral e os seus bons costumes a impedem.
— Cruzes. Que estúpido!
— Só verdades.
— E quem disse que eu estou assim?
— Eu sei que está.
— Não estou!
— Mas eu estou. — E enviou outra foto legendada, dessa vez com a cabeça avermelhada do membro para fora.
— Não faça isso, seu ridículo!
— Se quisesse mesmo que eu parasse, nem responderia e me bloquearia, como já bloqueou por muito menos — ele disse.
— Sei nem o que dizer.
— Apenas se entregue. Seja minha esta noite.
— Fala isso para todas.
— Meu nome já estaria malfalado por aí se isso fosse verdade. Não acha?
— Não sei, não conheço você direito.
— Mas eu confio em ti. Tem algo bom em você que não consigo explicar. Quando vejo, já estou entregue.
— Para, por favor! Cada coisa que você escreve me deixa bem sem graça.
— Essa é a intenção, rs. Aproveite o momento.
— Vou aproveitar para desligar e dormir.
— Você não quer fazer isso.
— ...
— Deixa eu ver o que você tanto esconde. Esse corpo que quero beijar por inteiro.
— Pare!
— Continuo...
— Não precisa. Vou indo.
— Fique um pouco mais. Prometo que vou ser bonzinho.
— Sei bem esse teu bonzinho.
— Nem desconfiava que eu era assim, né, rs?!
— Desconfiava, sim. Você é previsível.
— Mas não sou de todo ruim. Você ainda está aqui.
— Não sei por quê.
— Mas eu sei. — E dessa vez não enviou apenas a cabeça, mas sim o pênis todo de 13 cm, depilado e ereto.
— Para, por favor.
— É só o começo.
— Já vi demais. Coisa que nem deveria.
— Mostro mais.
— Não.
— Sim!
— Eu estou ficando excitada.
— Mesmo?
— Sim.
— E isso não é bom?
— É e não é!
— Por quê?
— Porque isso é errado.
— Eu não acho.
— Mas também é ruim ter vontade e não poder fazer.
— Aí eu concordo.
— Vamos dormir?
— O que está se passando pela sua cabeça?
— Muito curioso!
— Sou mesmo, kkk.
— Idiota!
— Relaxa um pouco. Só diz o que se passa.
— Melhor não.
— Melhor sim.
— Muito chato.
— Kkk, nunca escondi isso.
— Eu fico imaginando a sua barba fazendo cosquinha na minha nuca, seu nariz fungando no meu pescoço...
— Estou gostando disso! E o que mais? Fala para mim.
— Você me beijando e descendo pelo meu corpo.
— Tá ficando bom.
— Esse pau dentro de mim me fazendo sua mulher.
— É tudo o que eu mais quero.
— Não brinque comigo.
— Não estou.
— Está sim. Depois disso vai sumir.
— Só se eu fosse muito burro.
— Ou caísse na realidade.
— E que realidade é essa?
— Eu sou uma menina feia, magra, sem sal e sem graça...
— Tem certeza de que sou eu quem tem que usar óculos? Você não é nada disso. É uma garota lindíssima. Sou apaixonado.
— Só fala isso porque nunca me viu de perto.
— Muito boba, você.
— Não sou. É a verdade.
— Olha, você nem sabe, mas eu diminuiria 5, sei lá, 10 anos da minha vida se, em troca, pudesse ter você agora. Neste instante.
— Meu Deus! Olha o que a pessoa é capaz de dizer quando quer impressionar alguém que quer levar para a cama. A propósito, não creio. Tente outra!
— Hahahahah. Mas é verdade.
— Não é, não. Somos dois idiotas ficando virtualmente.
— É só me mandar a localização, que eu pinto por aí.
— Essa hora? Muito perigoso.
— Você ficaria feliz em me ver?
— Não sei. Tenho medo.
— De alguém ver? De eu fazer alguma maldade com você?
— Também.
— Estou imaginando.
— O quê?
— Eu aí na sua casa te amando.
— Já te falei para parar.
— Permita-se, garota. Se entregue ao prazer. Deixe-me ser seu esta noite.
— Está gostoso pensar em você passeando no meu corpo. Eu te beijando com carinho e também com força. Mordendo seus lábios devagar.
— Eu sabia que conseguiria. Imagina que estou aí juntinho, para te amar por inteira.
— Não fala isso...
— Vou chupar essa buceta até você pedir para parar porque quer meu pau dentro dela.
— Pare, por favor...
— Continuo... Você também quer muito...
— Não sei se devo.
— Deve se entregar e viver o que tem vontade. Sentar em mim até explodir toda mole.

"Olha como tá vermelha de tanta vontade." — Enviou outra foto.

— Socorro! Que tes...
— Estou sentindo que está curtindo.
— Não deveria, mas...
— Bom que não sinto vontade sozinho.
— Olha como eu estou. — Ela enviou um vídeo de 8 segundos massageando a superfície da xaninha com aqueles dedos longos.
— CARALHO! Desse jeito eu não aguento!
— Acho que estamos indo longe demais. Melhor pararmos por aqui
— Por quê?
— Preciso te contar uma coisa e talvez você ache estranho.
— O quê é, meu bem?
— Eu sou uma menina ainda...

(Continua...)
"Não há trabalho ruim, o ruim é ter que trabalhar."
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