Quando César, moreno alto e forte, olhou para Diana, foi inevitável não pensar no encaixe: "Tão leve, suspeito conseguir carregá-la apenas com a força da minha ereção enquanto mudamos da cozinha para o banheiro".
A suspeita dele estava certa. No trajeto, ela beijou e mordeu o lábio inferior dele com força.
Úmida e quente, fechou a base com as pernas no seu colo como uma lutadora de jiu-jitsu, a fim de não deixar nem um centímetro de pau do lado de fora. Disse-lhe para não ligar para o suor, pois tudo que saía do seu corpo era mais saudável do que o ar da cidade que eles respiravam. Não discutiu e continuou acoplado, sustentando os cerca de 45 kg enquanto ela o abraçava.
Gemidos seguidos de palavras proferidas com uma língua presa desafiavam o limite dele. Haviam iniciado o coito há pouco e já estava a ponto de gozar dentro dela. Sugeriu um banho para poder dar sobrevida aos joelhos, aos pulmões e ao pau.
"Um banho gelado para refrescar e prolongar um pouco as coisas? Ou água semelhante à temperatura daqueles corpos pegando fogo, de acordo com a preferência dela?" — perguntavam-se.
Optaram por um banho morno que mal os molhou. Deixaram a água caindo e continuaram os amassos na outra extremidade do box e, depois, com aquele cubículo não os suportando mais, no chão do banheiro.
Era a primeira vez que ele a via nua e de perto. Antes, no máximo uma foto de lingerie com sutiã preto e uma calcinha de renda branca tamanho P. Lembrou ter sentido vontade de rasgar com a boca no dia, e agora tinha à sua frente, molhada de desejo, aquilo que a pequena peça escondia. A boca de palavras vis e de poesia tinha agora o melhor dos jantares à disposição, naquele cômodo que misturava diferentes odores.
Uma mulher com a cor da noite, de pernas abertas e olhos fechados, totalmente entregue. A toalha pendurada sob o blindex já não tinha mais a função de secar, pois era ele quem a secava. Feito um animal no cio, feito um garoto que chega da rua com sede e bebe a água na garrafa já esperando a bronca da mãe, assim saboreava seu sexo. A língua, imaginando-se em um autódromo, fazia movimentos de difícil definição geométrica.
E aquilo que secava também fazia molhar.
A toalha pendurada encontrou uma nova função e utilidade. Servia agora como mordaça para ela, enquanto tinha a boceta fodida por aquela boca. Ela pôde sufocar o grito, mas o gozo não conseguiu controlar. Os movimentos abdominais não deixavam mentir a explosão que batia à porta.
Com as costas na parede, semideitada e semissentada, deixou a passividade de lado e passou a se agitar, arranhando as costas de César e implorando para que não parasse. Obediente, continuou o trabalho, ansioso para degustar seu líquido de fêmea.
— Ai, ai, ai, ai, aaaaaaaaaaaaaaaaaaaa — gritou ela no momento do orgasmo, já sem a toalha na boca e sem medo de os vizinhos escutarem.
Como o rapaz não foi junto? Nunca saberá responder. Já chegou ao clímax com bons boquetes, usando as próprias ou terceiras mãos, com grandes sentadas e até com beijos de língua bem chupados, mas ver uma mulher gozando era o que mais exigia seu sacrifício.
Estava há um bom tempo sem se relacionar. Problemas a mil, o máximo que acontecia era uma masturbação de madrugada para ajudar a relaxar, que na maioria das vezes não vinha acompanhada de um orgasmo. Totalmente frustrante e sem graça.
Mas esse encontro era superesperado. Fazia meses que prometiam se ver, mas sempre acontecia algo para que não. Quando ele soube que finalmente rolaria, guardou porra por 6 dias a fim de encher a xereca e a boca de Diana com o seu melado. E olha que ele nem sabia se ela curtia fazer um oral, muito menos se engolia o resultado. Talvez porque não a via apenas como uma transa, intuir era o máximo que podia. Gostava de tanta coisa nela, que das safadezas conversavam pouco. Foi descobrindo tudo ali na hora.
— Caralho, que gozada gostosa! — ela disse. — Agora preciso ser boazinha com você — acrescentou.
Com os dois jogados, fitou os olhos para a piroca dele e não demorou a agarrá-la com as pequeninas mãos para começar a brincadeira. Um cacete não muito grande, mas roliço e bem duro, fazia das tripas coração para não "sair da estrada".
A boca dela, muito habilidosa, fazia um boquete molhado, que passeava bem por todo o membro. Dava beijinho na cabeça da rola, linguava do períneo até o saco e punhetava com somente o polegar e o indicador. Ele às vezes fechava os olhos e fazia movimentos pélvicos que batiam na garganta de Diana, até ela precisar se afastar para respirar um pouco.
Com outra mulher, já teria finalizado, mas ela não era qualquer mulher.
— Espera um pouco que eu não quero gozar assim. — disse a ela, reunindo suas últimas forças.
— Entao come a sua pretinha, come! — respondeu baixinho, ao pé do ouvido dele.
Ele não sabia há quanto tempo ela era dele, e tampouco há quanto tempo ele era dela. Porém, aquelas palavras endureceram ainda mais a sua rola, a ponto de precisar fechar a mandíbula com força para não vazar antes da hora.
Sexo com paixão é diferenciado. Somente isso explica o fato de ele conseguir controlar seu corpo por tanto tempo, retardando a ejaculação e prolongando aquele cio, mesmo depois de um oral divino. Não querendo fazer feio, pensou no prazer dela e conteve a ansiedade. Começou a beijá-la e direcionou o pau para a entrada da buceta dela, que já estava totalmente pronta para recebê-lo.
Iniciou "no talento", dando bombadas bem devagar, sentindo um delicioso e perigoso aperto. Diana aprovava, soltava alguns gemidos, mas não demorou muito para pedir uma pegada mais forte e veloz.
— Me come com força, seu gostoso! — ordenou.
Foi ouvir aquilo para o pau dele endurecer e alargar mais ela. Alguns segundos de metida mais forte e chegou bem próximo de ejacular. Puseram-se novamente de pé. Colocou-a contra a parede com as pernas bem abertas e suspensas, para estocar com a tal força que ela desejava.
Deu uma, duas, tres, quatro, cinco estocadas, de um jeito que parecia querer parti-la ao meio, até urrar de prazer como quem sentisse terrível dor. O leite dele misturou-se aos fluidos dela e escorreu grudando nos pelos das pernas dos dois, enquanto ela dava um jeito de expulsar o sêmen de dentro dela para não engravidar, iguais a velas que choram quando derretidas.
Ele sabia que uma transa daquelas valia replay e, tomado pela dopamina, cogitou pedi-la em namoro. Sabia que, caso a moça não fosse uma viúva-negra interessada em matá-lo para levar os 70 reais que tinha na carteira, tipo uma puta rampeira sem valor, voltariam a se ver mais vezes.
Resguardou-se e estava certo sobre ela e sobre não fazer o tal pedido. Ela realmente valia a pena — não só pela transa, mas por tantas outras qualidades —, e os dois continuaram a se encontrar. Ficaram nessa por 6 meses, até o dia em que ela precisou se mudar para outro estado, após ser finalmente convocada para assumir o cargo público no qual havia sido aprovada.
CORPO LEVE, TESÃO PESADO.
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