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BABI ANDRADE - CENTRO

Enviado: Ter Jul 14, 2026 8:23 pm
por Madruguinha
REINO ANIMAL, REINO VEGETAL, REINO MINERAL.

Chegando à casa dos 40, não esperava que, a essa altura, a memória já me trairia tanto. Nomes, objetos, tarefas; esqueço de tudo um pouco. Já me vi precisando perguntar o nome da mesma pessoa num intervalo de 30 segundos e tenho coisas emprestadas que preciso da boa-fé de quem as tomou para tê-las de volta. Às vezes, começo a escrever um poema ou crônica e, não os tendo finalizado, surpreendo-me, meses ou anos depois, ao descobrir que fui eu o autor daquilo. Alguns finalizo; outros permanecem incompletos e esquecidos no meio de coisas que talvez jamais terminarei ou publicarei.

Não é de hoje que, sem vergonha alguma, admito que não é qualquer atendimento que me dá prazer em separar um tempo para relatar. Pelo menos até agora, não pintou por aqui alguém com perturbadoras vozes da cabeça, criando fanfics e tomando para si a alcunha de perseguidor daqueles que não relatam encontros com garotas de programa. A cama é lugar para deixar tudo o que é externo da porta para fora; procuro entrar e sair sem deixar rastros e a minha única obrigação é realizar o pagamento da profissional. Não busco números, tampouco me acho importante como um popstar. Não levo a vida como quero, mas, de amarras, já bastam as da minha própria mente.


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Estive com Babi há alguns meses e fiz questão de recomendá-la a alguns confrades. Quando perguntado sobre algum ponto fraco em seu atendimento, sinceramente, não fui capaz de citar nenhum. Do pré-atendimento à despedida, minha única queixa foi a de ter que deixá-la livre para um próximo cliente. Nem sempre na ativa, mas sempre lembrada nas rodas de conversa, pude comprovar que é verdadeira a sua fama de ótima profissional.

De beleza imponente, não precisa de muito para ser marcante. Dispõe de elegância e carisma capazes de te deixar no mundo da Lua, perdido no tempo e na vida. Embasbacado, incrédulo, perguntando-se como uma mulher daquela ainda está no anonimato. Ainda lembro do cheiro e da quentura da sua pele; das curvas; do cabelo embolando nas minhas mãos; do beijo sôfrego; da vontade de morder cada centímetro do seu corpo; dos carinhos retribuídos no tórax sem precisar pedir ou conhecer previamente; das sarradas cruéis com o belo par de coxas; dos gemidos contidos por razões que só ela pode dizer. PORRA, Babi é uma experiência diferenciada!

A vi pela primeira vez bem de longe, de relance, quase de costas, num tempo em que eu frequentava festas que de festas não tinham nada. Na ocasião, mais cheinha e não menos interessante, acompanhada por outras belas mulheres, fez pescoços atentos se moverem. Não deu para gravar sua face, pois, na velocidade com que passou, fixei meus olhos no seu belo quadril. Quando soube da sua volta, separei o que era preciso e marquei um enrosco. Na época, atendeu-me no SD117, sendo o local muito bem organizado, amplo, limpo e, ao que parece, individual.

Recebeu-me em pequenas lingeries rosas que cobriam apenas o breve nu censurado do seu delicioso corpo bronzeado. Beijos com entrega, submissão natural, sorriso no rosto enquanto atende... Babi faz o estilo namoradinha que, naturalmente, te faz esquecer que a vida lá fora é cinza e cheia de maldade. Na época, não dobrei o tempo porque não tinha condições e, na vida, tenho certeza de que só terei como companhia uma mulher desse nível caso ela sinta atração pelo excêntrico. Babi é daquelas criaturas com potencial para te deixar pobre e rico; realizado e incompleto; saudável e doente; são e louco. Estar com ela é presenciar um renascimento; dar adeus é sofrer um cataclisma.

Lembro que exploramos toda a extensão da cama, variando as posições e, a cada novo ângulo, mais eu a admirava. Suas costas e o quadril outrora citado formavam uma visão hipnotizadora e proporcionavam um tesão quase maníaco. Eu só pensava no quanto queria ser mais viril e ter mais resistência para não desgrudar do seu corpo tão cedo. De ladinho, trocando beijos e cheirando o seu pescoço perfumado; na cavalgada, que, se eu não pedisse para parar, perderia rapidamente; D4, onde também precisei ser forte... Optei por gozar na posição do ppmm, que é quando as duas carnes estão mais próximas de ser uma só. Com o peso do corpo sobre o dela e mãos que se seguravam em pescoço e queixo para que as bocas se engolissem com volúpia, permiti-me viver a liberdade de não mais resistir ao irresistível.

Um acumulado capaz de trazer ao gênesis, no mínimo, um casal de gêmeos viu a barreira do látex mais uma vez cumprir o seu papel de zerar o risco de fecundação entre o que é belo e o que é cômico. Tempo findando, fiz a higiene, paguei a deliciosa companhia e ganhei as ruas do Centro sem esperança alguma de encontrar beleza que chegasse perto da que eu acabara de ver. Definitivamente não preciso comer os peixinhos dourados, pois Babi, por si só, já se faz inesquecível.

Agradeço a quem leu, um abraço e até a próxima!