ELISA GARCIA - (21) 96903-1593 - CENTRO

Se acaso me quiseres, sou dessas mulheres que só dizem sim...
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Dante
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Registrado em: Dom Jul 05, 2026 1:05 pm

Elisa Garcia 60 min 200 (21) 96903-1593 Beijo? Sim Gostou do beijo? Sim Oral sem capa? Sim Oral completo? Não sei Anal? Não Taxa extra? Não 👍 Positivo Repeteco? Não sei

Mensagem por Dante »

Sabe, tenho essa estranha mania de achar que a vida deveria ter algum sentido mais elevado, mas aí lembro do mercado do sexo no Rio de Janeiro e concluo que, na verdade, a economia é a verdadeira religião. É inacreditável: mulheres que cobram entre 250 e 300 reais por uma hora de… digamos… exercícios físicos nada olímpicos, e, ainda assim, oferecem menos qualidade do que quem cobra 150. E agora está surgindo a moda de pedir sinal. Quer dizer, isso é a prova viva de que Adam Smith não frequentava o Centro do Rio.

Eu mesmo só sobrevivo porque, de tempos em tempos, encontro uma exceção à regra, um fenômeno que desafia as estatísticas, como se fosse um milagre econômico. Foi assim que conheci Elisa Garcia. Fenômeno. E, veja bem, não costumo usar palavras como “fenômeno” a não ser para descrever um gol do Pelé, desses que não vemos mais.

Tudo começou numa tarde nublada. Eu estava perambulando sem rumo pelo Centro — o que, convenhamos, já é a descrição de 80% da minha vida — até que entrei numa cafeteria na Rua da Assembleia. Pedi um café e pão de queijo, claro, porque não há libido que resista sem cafeína e carboidratos. Enquanto mordia o pãozinho, abri minhas “pesquisas”, que não tinham nada de acadêmicas. Um amigo, com a confiança de quem recomenda um bom geriatra, disse: “Marca com a Elisa Garcia.”

Liguei, e ela só teria horário uma hora depois. Uma hora! É tempo suficiente para escrever um roteiro inteiro sobre a solidão masculina e ainda assim não encontrar produtor. Mas eu aceitei. Saí da cafeteria e voltei a vagar como um flâneur sem propósito na vida. O Centro estava vazio, como se tivesse sido evacuado por decreto municipal. E, quando dei por mim, estava na Rua Sete de Setembro, esperando a tal liberação, como um adolescente nervoso em frente ao portão de um colégio feminino nos anos 70.

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A existência, ao que tudo indica, se divide em duas fases bem definidas: na juventude o sexo é o sentido de tudo, quase um imperativo categórico e sem categoria nenhuma. E na velhice… bom, na velhice o sexo perde todo o sentido, assim como perderam sentido meus planos de aprender francês ou de finalmente entender como se faz imposto de renda. A libido desaba, a ereção vira uma espécie de sindicalista rebelde que entra em greve nos dias mais inoportunos, e não adianta súplica, poesia ou Viagra — ela tem vontade própria, como um gato mal-humorado.

Foi nesse estado de espírito que meu WhatsApp apitou: “sobe, amor.” Direto, sem vírgula, sem nada. A concisão da sentença tinha a autoridade de um imperador romano. Obedeci.

Entrei no elevador e dei de cara com uma idosa que, por algum motivo insondável, parecia já saber todos os meus pecados, mesmo os que eu ainda não tinha cometido. Me olhava de cima abaixo com aquela expressão inquisitória que só senhoras com mais de 70 anos e síndicos vitalícios conseguem manter.

Na tentativa de quebrar o gelo — porque, convenhamos, nada é mais opressivo do que um elevador com alguém julgando a sua existência inteira em 30 segundos — perguntei se chovia lá fora. Um erro. Ela me devolveu um olhar cortante e respondeu: “Ué? O senhor veio de onde? Não foi da rua?” Eu sorri, tentando parecer espirituoso, mas meu rosto queimava como se eu tivesse acabado de confessar adultério em rede nacional.

A porta do elevador se abriu e eu praticamente fugi para o corredor sem olhar para trás. A idosa permaneceu embarcada, imóvel, como se fosse uma estátua grega esculpida em má vontade. Talvez ela nem tivesse destino — talvez pegasse o elevador apenas pelo prazer sádico de humilhar pobres diabos como eu, que insistem, já grisalhos, no pecado da luxúria.

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Localizei a sala, apertei a campainha e esperei. Nada. Silêncio absoluto. “Abre-te, Sésamo” — pensei, e a porta finalmente se abriu. Só que ninguém apareceu. Nunca ninguém aparece. É um recurso de suspense que faria Alfred Hitchcock se revirar de inveja, caso estivesse vivo.

Entro, um tanto inseguro, e então… por detrás da porta surge Elisa. Gostosa, sexy, totalmente demais. Parecia uma daquelas personagens que aparecem no meio de um filme erótico só para fazer o protagonista se arrepender de todas as suas escolhas anteriores de uma vez só.

Tomei um banho rápido — tão rápido que até o sabonete se sentiu enganado — e fui esperar a menina na cama. A porta do quarto se abriu em poucos segundos, mas a entrada dela parecia exigir uma produção inteira da Broadway: música, holofotes, aplausos de plateia. Elisa não entra em um quarto, ela faz um espetáculo. Se fosse em Las Vegas, cobraria ingresso.

E então aconteceu o milagre: Pikachu — sim, esse é o nome oficial que dei ao meu combalido pênis — ergueu-se de súbito, como se tivesse sido chamado para uma sessão de exorcismo.

Elisa me beijou. Elisa beija. Eu sei que soa banal, mas, acredite, no mercado atual isso é praticamente um achado arqueológico. Ela beija com língua, com saliva, com aquele entrelaçar dos lábios que faz você acreditar, por três segundos, que o amor ainda existe. Foi irresistível. E, claro, nesse exato momento, comecei a me preocupar se estava com hálito de café e pão de queijo.

Avancei com um entusiasmo quase juvenil para chupar aquela vagina indescritível e terminei com a boca dolorida, como se tivesse participado de um concurso clandestino de quem mastiga vidro por mais tempo. Elisa não é daquelas que se rendem fácil, mas, veja só, ela gozou. Eu, incrédulo, pensei: “Meu Deus, ainda consigo provocar prazer em alguém que não seja o dentista quando me informa que terei que fazer canal.”

Logo em seguida, ela inverteu a posição e abocanhou meu membro com a ferocidade de uma leoa faminta. E eu ali, dividido entre o êxtase e a convicção de que teria que chamar o SAMU a qualquer instante. Prestes a pedir arrego, com a dignidade já no chão, improvisei: pedi que viesse sobre mim, que cavalgasse.

Ela preparou o terreno com a calma de uma engenheira da NASA antes de lançar um foguete e, finalmente, veio. E eu? Gozei em quinze segundos. Quinze. Foi tão rápido que, se fosse um filme, os créditos subiriam antes do espectador abrir o pacote de pipoca. A verdade é que a velhice não perdoa: ou você nunca ejacula — e passa a noite filosofando sobre o niilismo — ou sofre de uma ejaculação precoce tão fulminante que parece um spoiler cruel da própria vida.

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O silêncio se instalou. O que dizer depois de um fiasco desses? “Foi bom pra você”? Não, seria um insulto à inteligência dela. Dizer “me desculpe”? Pior ainda, porque transformaria um lapso biológico em pedido formal de perdão, e aí, inevitavelmente, teríamos que assinar uma ata em cartório.

Deitei-me de lado, tentando parecer sofisticado, como quem busca contemplação existencial. Mas a verdade é que só pensava se ainda teria forças para levantar e colocar a cueca. Elisa, imperturbável, levantou-se para tomar banho, e eu fiquei olhando para o teto como se estivesse diante de uma instalação de arte contemporânea que não consigo decifrar.

No fundo, o que a velhice me ensinou é que o sexo, quando dá certo, é maravilhoso. Restou-me a despedida e ganhei as ruas. Havia anoitecido. Sincronizei meus aparelhos auditivos com o celular e deixei que a música fechasse este episódio enquanto eu desaparecia nas sombras da Avenida Rio Branco...

TIMES ARE CHANGING
Dante e Arquiteto curtiram esse relato.
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